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Pai do bebé que morreu em Tábua circulava em carro abatido que ardeu na Estrada da Beira

Notícias de Coimbra | 46 minutos atrás em 04-03-2026

O pai do recém-nascido de 10 dias que morreu após ficar inconsciente ao colo da mãe enquanto era amamentado, no concelho de Tábua, esteve anteriormente envolvido num incêndio de uma viatura ocorrido em dezembro, na zona do Poço do Gato.

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Segundo apurou o Notícias de Coimbra, o automóvel ficou totalmente destruído pelas chamas e permaneceu mais de um mês no local antes de ser retirado.

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Ao que nosso jornal conseguiu saber, a viatura nem sequer podia circular, uma vez que o livrete e a matrícula, que pertenciam a um homem residente na Lourinhã, tinham sido cancelados em outubro de 2024. Além disso, não tinha inspeção nem seguro válidos quando se incendiou.

Quando os bombeiros chegaram ao local do incêndio, o pai do bebé encontrava-se junto ao veículo.

Este episódio surge agora ligado ao contexto da tragédia ocorrida na passada segunda-feira, 2 de março, na Quinta do Vale do Ferreiro, entre Vila Nova de Oliveirinha e Covas, no concelho de Tábua.

O recém-nascido terá ficado subitamente inconsciente ao colo da mãe, de nacionalidade inglesa, enquanto estava a ser amamentado.

Perante o desespero, os pais transportaram imediatamente o bebé para o quartel dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Oliveirinha, onde chegaram cerca das 14h57.

Segundo Nuno Santos, comandante da corporação, a situação era já extremamente grave.

“Os pais chegaram com o bebé em paragem cardiorrespiratória”, explicou. De imediato foram iniciadas manobras de reanimação, ao mesmo tempo que foi contactado o 112.

Foram mobilizados para o local a ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Arganil e a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Coimbra. As equipas médicas realizaram manobras de reanimação durante cerca de uma hora, mas não foi possível reverter a situação. O óbito acabou por ser declarado no local pelo médico da VMER.

O casal — pai português e mãe estrangeira, entre os 30 e os 40 anos — reside na quinta onde ocorreu o incidente e tem mais dois filhos menores.

Segundo uma fonte da Câmara Municipal de Tábua, a maternidade de Viseu já tinha sinalizado o agregado familiar, estando previsto um acompanhamento no dia 4 de março, numa ação conjunta entre os Serviços de Ação Social e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Tábua.

Contudo, devido à tragédia, a intervenção foi antecipada para o dia seguinte aos acontecimentos, com uma deslocação das equipas técnicas à residência do casal.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) tomou conta da ocorrência e realizou as primeiras diligências. Posteriormente, a Polícia Judiciária (PJ) foi chamada a assumir a investigação.

O corpo do bebé foi transportado para o Instituto de Medicina Legal, onde será realizada autópsia, que será determinante para se perceber as causas da morte do menino.

Entretanto, uma equipa de psicólogos do INEM foi acionada para prestar apoio psicológico aos pais.

Clique na fotogaleria e veja o carro totalmente destruído:

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