O ministro da Defesa de Israel ameaçou hoje quem quer que o Irão escolha para ser o próximo líder supremo do país, dizendo que será “alvo de eliminação”.
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Israel Katz fez a declaração na rede social X.
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“Todo o líder nomeado pelo regime terrorista iraniano para continuar e liderar o plano de destruir Israel, ameaçar os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e oprimir o povo iraniano — será alvo de eliminação”, escreveu.
Israel atacou na terça-feira um edifício associado à Assembleia de Peritos do Irão, que vai escolher o novo líder supremo. Israel matou o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, de 86 anos, num ataque no sábado que deu início à guerra.
A Guarda da Revolução do Irão afirmou hoje ter disparado aproximadamente 40 mísseis contra alvos norte-americanos e israelitas, no quinto dia de ataques de retaliação após ataques contra território iraniano.
“Há algumas horas, a 17ª vaga da Operação Honest Promise-4 foi realizada com o lançamento de mais de 40 mísseis pelas forças da Guarda da Revolução Islâmica contra alvos americanos e sionistas [israelitas]”, declarou a Guarda, num comunicado lido na televisão estatal iraniana.
As sirenes de alerta aéreo soaram em Israel antes dos lançamentos de mísseis durante a manhã, mas não houve registo de feridos, segundo os serviços de emergência israelitas.
Por seu turno, o exército de Israel anunciou hoje ter atacado dezenas de alvos no Irão, incluindo centros de comando em Teerão, segundo um comunicado.
“Há pouco tempo, a Força Aérea israelita, guiada por informações de inteligência, concluiu mais uma onda de ataques contra centros de comando do regime terrorista iraniano em Teerão”, referiu o comunicado.
“No âmbito destes ataques, o exército lançou dezenas de munições contra centros de comando da Segurança Interna” do Irão, da Guarda da Revolução e da força paramilitar Basij, acrescentou o comunicado.
Durante a noite, o exército lançou uma “onda generalizada de ataques” contra o Irão, após bombardeamentos de mísseis em território israelita.
O Crescente Vermelho informou que o número de mortos no Irão ultrapassou os 555 desde o início dos bombardeamentos.
Em Israel, os ataques com mísseis iranianos já provocaram a morte a 10 pessoas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação iniciada no sábado visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial” ao seu país.
O atual conflito agravou também as hostilidades entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado por Teerão, que nunca deixaram de se acusar mutuamente de violações do acordo de cessar-fogo assinado em novembro de 2024.
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