Coimbra

Árvores a abater em rua de Coimbra por causa do ‘metrobus’ sobe para 20

Notícias de Coimbra com Lusa | 53 minutos atrás em 02-03-2026

 A presidente da Câmara de Coimbra afirmou hoje que está previsto abater um total de 20 árvores na rua Lourenço Almeida Azevedo, por causa do ‘metrobus’, número que sobe face à revisão do projeto feita pelo anterior executivo.

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O abate de árvores naquela rua, nomeadamente jacarandás, tinha sido contestado no passado por cidadãos, quando o projeto já tinha sido revisto pelo anterior executivo, presidido por José Manuel Silva (numa coligação liderada pelo PSD), que tinha aprovado em reunião de Câmara, em 2023, uma revisão do projeto para aquela rua que reduzia o número de árvores a abater de 43 para 11.

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Hoje, a presidente da Câmara, Ana Abrunhosa (PS/Livre/PAN), afirmou que afinal está previsto o abate de um total de 20 árvores, referindo que várias árvores “apresentavam condicionantes estruturais relevantes […] que não eram totalmente percetíveis em fase de projeto”.

Destas 20 árvores, esclareceu Ana Abrunhosa, já foram removidos 11 exemplares.

De acordo com a autarca, das 20 árvores a abater, sete estão relacionadas com o “risco elevado de rutura” identificado em relatórios fitossanitários anteriores e cinco relacionadas com “fragilidades estruturais” confirmadas por um estudo do Centro de Ecologia Funcional (CEF) da Universidade de Coimbra.

Esse estudo, que ainda não foi publicado no site do município, mas que Ana Abrunhosa se comprometeu a publicar, incidiu sobre 12 árvores daquela rua.

Para além desses exemplares, estão previstos os abates de uma árvore que está seca e sete exemplares por “incompatibilidade técnica do sistema radicular com o projeto e futura operação do ‘metrobus’”, mesmo afastando o canal em cerca de 70 centímetros.

Segundo Ana Abrunhosa, além destas árvores, foram detetadas duas árvores que, face à depressão Kristin, apresentam “danos em ramos estruturais”, que também poderão vir a ser abatidas, estando em curso uma avaliação “de todo o arvoredo da rua”.

“Não corresponde a uma solução ideal do ponto de vista emocional ou simbólico, mas traduz uma opção responsável, fundamentada e prudente”, justificou.

A presidente da Câmara de Coimbra comprometeu-se ainda a plantar 18 novas árvores, “com vista à reposição do esquema cromático” daquela rua, marcada por árvores com flores amarelas e roxas (as cores da cidade).

“A reposição será acompanhada por uma abordagem mais qualificada ao desenho das caldeiras e às condições de solo”, esclareceu.

Na discussão no período antes da ordem do dia, a vereadora na oposição Ana Bastos, que teve a pasta do urbanismo no anterior mandato, defendeu que o projeto que agora prevê o abate de 20 árvores deveria ir a reunião de Câmara e ser debatido, tal como aconteceu no passado, pedindo acesso a todos os documentos associados a essa decisão.

O anterior executivo tinha chegado a afirmar que estava em curso uma nova revisão do projeto para evitar alguns dos 11 abates previstos, com Ana Bastos a admitir na altura que isso implicaria uma redução do espaço reservado para estacionamento ou circulação automóvel.

A agência Lusa questionou a Câmara de Coimbra sobre o porquê de não ter sido avançada essa possibilidade, mas não obteve esclarecimento até ao momento.

Em resposta à Lusa, o município confirmou que dos abates registados entre dezembro e fevereiro, seis foram de árvores não sinalizadas previamente para abate, esclarecendo que essas remoções estavam relacionadas com o estudo do CEF e de uma árvore de pequeno porte que se encontrava seca.

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