O cansaço é um sinal universal de que o corpo e a mente estão sobrecarregados — mas, quando persistente, pode tornar-se um problema de saúde que merece atenção.
PUBLICIDADE
Segundo um artigo do da Joaquim Chaves Saúde, publicado em fevereiro de 2025, cerca de 7 em cada 10 portugueses revelam sintomas de burnout, uma forma extrema de cansaço que interfere com o bem-estar e a qualidade de vida.
PUBLICIDADE
O cansaço é a resposta normal do organismo ao esforço prolongado, à falta de equilíbrio entre atividade e descanso ou ao stress contínuo. Pode ser físico, mental, emocional ou social, refletindo diferentes formas de desgaste. Se for apenas passageiro, como após uma noite sem dormir, recupera-se com descanso. Mas quando se torna constante, interfere com a rotina diária e compromete a saúde — tanto física como mental.
Os sintomas variam, mas frequentemente incluem:
- Físicos: sensação de peso nos membros, sonolência, falta de energia mesmo após descanso, tensão muscular e alterações no apetite.
- Mentais: dificuldades de concentração, esquecimento, lentidão no raciocínio e sensação de sobrecarga.
- Emocionais: irritabilidade, desmotivação, ansiedade ou apatia.
- Comportamentais: problemas de sono, isolamento social, procrastinação e maior número de erros em tarefas quotidianas.
Especialistas alertam que cansaço crónico pode evoluir para burnout, depressão e até problemas cardiovasculares se não for tratado adequadamente.
Embora o cansaço não seja uma doença por si só, uma avaliação médica é essencial para descartar causas subjacentes, que vão desde anemia, distúrbios hormonais, défices nutricionais, distúrbios do sono até a problemas emocionais. O processo diagnóstico normalmente inclui análise do histórico clínico; avaliação detalhada dos sintomas; exclusão de causas médicas através de exames; análise dos hábitos de sono e rotina diária e avaliação psicológica, quando necessário.
O tratamento depende da causa identificada. Pode incluir intervenção médica para condições específicas, como diabetes ou problemas da tiroide; terapia psicológica para ansiedade ou stress; ajustes na higiene do sono e no estilo de vida; alterações alimentares com a ajuda de um nutricionista; exercício físico adaptado ao caso; suplementação para corrigir défices nutricionais; e estratégias de gestão do stress, como meditação e mindfulness.
Profissionais de saúde destacam que não há soluções rápidas ou universais — o combate eficaz ao cansaço exige uma abordagem personalizada e contínua, com foco na reabilitação e no equilíbrio entre corpo e mente.
A comunidade científica continua a ampliar o conhecimento sobre as causas profundas de formas mais severas de fadiga. Estudos recentes sugerem associações entre fatores genéticos e a síndrome de fadiga crónica (ME/CFS), reforçando que a condição tem bases biológicas complexas e não se resume a “cansaço normal”.
PUBLICIDADE