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Sem papas na língua, Trump confirma “navios iranianos” afundados

Notícias de Coimbra com Lusa | 30 segundos atrás em 01-03-2026

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje que “9 navios iranianos” foram afundados e que o quartel-general da Marinha iraniana foi “quase totalmente” destruído, numa mensagem na sua rede social, Truth Social.

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“Acabei de ser informado de que destruímos e afundámos nove navios iranianos, alguns deles relativamente grandes. Vamos atrás dos restantes. Em breve, também estarão a flutuar no fundo do mar! Num ataque separado, destruímos quase totalmente o quartel-general da Marinha deles”, escreveu.

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Trump, que está a acompanhar a ofensiva das forças norte-americanas a partir da sua residência de Mar-a-Lago, na Florida, não emitiu até agora qualquer comentário sobre a morte de três militares norte-americanos, as primeiras baixas dos Estados Unidos desde o início do conflito contra o Irão, no sábado de manhã.

Entretanto, “60 navios” com pavilhão francês ou que pertencem a empresas francesas estão retidos “dentro do Golfo Arabo-Pérsico”, indicou hoje o delegado-geral dos Armadores de França, Laurent Martens.

Esses navios atravessaram o estreito de Ormuz e receberam “instruções dadas pela Marinha francesa para procurar abrigo”, explicou Martens, acrescentando que as embarcações francesas “não são alvos prioritários”.

“Os marinheiros estão a bordo dos navios, estão nos portos, geralmente estão em segurança”, prosseguiu.

“As tripulações estão nas suas cabines, relativamente protegidas, sabendo que podem deslocar-se para um local mais seguro nos navios em caso de alerta”, acrescentou.

O estreito de Ormuz, com pouco menos de 50 quilómetros (km) de largura, faz fronteira com as costas do Irão e do sultanato de Omã.

Em retaliação aos ataques dos Estados Unidos, a Guarda Revolucionária iraniana encerrou esta passagem, que é particularmente importante para o transporte marítimo de petróleo: aproximadamente 20% da produção mundial de crude transita anualmente por ela.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque ao Irão para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região e alvos israelitas.

Donald Trump afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.

Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.

O Irão já confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias e sete feriados.

Segundo a Cruz Vermelha iraniana, os bombardeamentos fizeram até agora pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques de retaliação do Irão a países vizinhos.

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