Uma exposição coletiva com obras de Alice Geirinhas, António Olaio, Borges Lopes, Catarina Baleiras, Cristina Mateus, Entertainment Co., Gonçalo Pena, Inácio Matsinhe, Jorge das Neves, Matilde Marçal, Pedro Amaral e Silvestre Pestana
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O Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) inaugura, no próximo dia 2 de março, às 17h, no Seminário Maior de Coimbra, a exposição fight Lookism!! ou O meu olhar é pouco para ver-te, integrada na programação da Semana Cultural da Universidade de Coimbra. A exposição estará patente de 2 a 14 de março de 2026, no Seminário Maior de Coimbra (R. Vandelli 2), com horário de visita de segunda a sábado, das 14:00 às 18:00.
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A exposição reúne um conjunto de obras da Coleção de Arte Contemporânea do CAPC, cruzando pintura, desenho e fotografia num percurso centrado na figuração e nas suas transformações ao longo da história da arte. Através de diferentes abordagens, os trabalhos apresentados questionam os modos de ver, representar e interpretar o corpo e a imagem. A seleção de obras apresentada atravessa várias décadas da produção artística contemporânea.
Este arco temporal, que inclui peças históricas da década de 1960, estende-se até produções mais recentes, como Veritas (2016) de Jorge das Neves ou trabalhos de Gonçalo Pena e Pedro Amaral. Ao colocar em diálogo diferentes gerações e momentos da prática artística, a exposição evidencia continuidades, ruturas e deslocações no modo como a figuração tem sido pensada e representada ao longo do tempo.
Com curadoria de Daniel Madeira, a exposição propõe uma reflexão crítica sobre o conceito de beleza e sobre os mecanismos de perceção contemporâneos. Como refere o curador: «A Beleza, ou o Belo, são aqui abordados a partir de duas ações complementares: questionar e desvelar. O olhar torna-se matéria de reflexão.»
Partindo da noção de lookism — discriminação baseada na aparência física —, a exposição problematiza os julgamentos imediatos e superficiais que estruturam o olhar contemporâneo. Neste sentido, Daniel Madeira sublinha: «O nosso olhar é, de facto, pouco para ver; importa afastarmo-nos dessa condição quase algorítmica […] perante a imensidão de imagens que diariamente nos assalta.»
Entre o gesto e a contemplação, entre a imagem e o seu avesso, a exposição convida o público a reconsiderar a relação entre o sujeito e aquilo que vê. Como evoca o curador, citando John Berger: «Nunca nos limitamos a olhar para uma coisa: olhamos sempre para a relação entre as coisas e nós mesmos.»
No âmbito do programa educativo associado à exposição, serão realizadas visitas mediadas para escolas, orientadas por Jorge Cabrera, entre terça e sexta-feira, das 10:00 às 16:00. Está igualmente prevista uma visita orientada aberta ao público no dia 6 de março, entre as 16:00 e as 17:30, bem como um encontro com a curadoria, com Daniel Madeira, no dia 14 de março, no mesmo horário. As atividades são gratuitas (incluindo materiais), mediante inscrição prévia através do email ou do formulário online.
Participam na exposição os artistas: Alice Geirinhas, António Olaio, Borges Lopes, Catarina Baleiras, Cristina Mateus, Entertainment Co., Gonçalo Pena, Inácio Matsinhe, Jorge das Neves, Matilde Marçal, Pedro Amaral e Silvestre Pestana.
Fundado em 1958, o CAPC é a mais antiga instituição portuguesa dedicada à promoção da arte contemporânea, assumindo-se como um espaço fundamental de produção, reflexão e difusão artística, com um papel central na história das vanguardas em Portugal.
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