Portugal

Inaugurado memorial para homenagear vítimas da tragédia Entre-os-Rios

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 01-03-2026

 Vinte e cinco anos após a queda da ponte de Entre-os-Rios, o município de Penafiel, no distrito do Porto, vai inaugurar um memorial relacionado com a tragédia que vitimou 59 pessoas.

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“É um memorial que pretende, sobretudo, valorizar e mostrar que houve também do lado de Penafiel vítimas”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Penafiel, Pedro Cepeda (PSD/CDS).

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O autarca, que cumpre o seu primeiro mandato à frente da autarquia penafidelense, tinha 15 anos quando a ponte Hintze Ribeiro caiu, na noite de 4 de março de 2001, arrastando para o fundo do rio 59 pessoas, das quais 54 residiam no concelho de Castelo de Paiva, duas em Gondomar, duas em Cinfães e uma em Penafiel.

Para assinalar a data, o município de Penafiel irá inaugurar na quarta-feira um memorial em Entre-os-Rios para homenagear as vítimas e reconhecer os profissionais, que estiveram envolvidos nas operações de socorro e resgate.

“Aquela foi uma das operações mais complexas nos últimos anos no nosso país, sob condições muito difíceis e, de facto, esses profissionais são pouco lembrados e tiveram um papel determinante”, disse o autarca.

O monumento, que foi desenhado por um arquiteto da autarquia, terá uma placa indicando todas as entidades que estiveram envolvidas nas operações de socorro e resgate, entre as quais a Marinha, a GNR, os bombeiros, o exército e o Instituto Nacional de Emergência Médica.

Cepeda assegura que o monumento não é concorrencial com o Anjo de Portugal, situado no concelho de Castelo de Paiva.

“É, sobretudo, uma estrutura que permite a quem esteja em Entre-os-Rios que tenha uma melhor visibilidade para a escultura do Anjo de Portugal, na outra margem [do rio Douro]”, adiantou.

A Ponte Hintze Ribeiro, que ligava Entre-os-Rios, no concelho de Penafiel, distrito do Porto, e Castelo de Paiva, no distrito de Aveiro, colapsou na noite de 04 de março de 2001, arrastando para as águas do rio Douro um autocarro onde seguiam 53 passageiros e três automóveis com seis pessoas. Não houve sobreviventes.

Em 2003, foi inaugurado um monumento em memória das vítimas mortais, em Castelo de Paiva, da autoria do arquiteto Henrique Coelho, designado “Anjo de Portugal”, que tem na sua base inscritos os nomes das 59 pessoas que morreram no colapso da ponte.

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