No Convento de São Francisco, onde a Mostra de Doces Conventuais e Contemporânea de Coimbra está a decorrer, não são apenas os doces que chamam a atenção.
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Entre os aromas e cores das iguarias, os visitantes puderam descobrir uma arte que se vai perdendo: a cestaria em vime, representada por José Ventura, um artesão com 75 anos de experiência.
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“Comecei a fazer cestos com 11 anos, na minha família. O meu pai era cesteiro, a minha mãe organizava o material, e depois os meus cunhados também eram cesteiros. Sempre gostei, se não gostasse já teria desistido”, contou José Ventura ao Notícias Coimbra.
O artesão explicou como a técnica funciona: “É preciso primeiro ter o material, preparar, ferver, descascar e depois trabalhar. Cada tipo de cesto tem a sua função: há cestos grandes para compras, pequenos para crianças levarem o lanche, outros para pôr fruta ou pão na mesa. Não é fácil, exige paciência e dedicação”.
Sobre o interesse do público, José comentou: “Depende das pessoas. Muitos não têm noção do valor do trabalho que isto dá. Cada peça exige preparação cuidadosa do vime e horas de trabalho. Mas continuo porque gosto, se não gostasse, já teria parado há muito”.
Apesar de ser uma arte antiga, José garante que não vai desistir tão cedo. “Quando não trabalho nos cestos, sinto que não corro bem. Estou ligado a esta arte, é como dar vida ao vime”, afirmou.
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