Coimbra

“Quem avisa amigo é”! Março começa com aguaceiros, trovoada e granizo

Notícias de Coimbra | 2 horas atrás em 28-02-2026

Após a precipitação prevista para sexta-feira, 27 de fevereiro, no Norte e Centro, o tempo em Portugal continental será geralmente estável e seco até domingo, 1 de março, devido à influência de um anticiclone.

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O início da primeira semana de março poderá trazer instabilidade, com o desenvolvimento de uma depressão isolada em altitude, também conhecida como gota fria, que poderá provocar aguaceiros, trovoadas e granizo.

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Estas depressões isoladas são conhecidas pela sua trajetória errática, o que torna difícil prever com precisão onde e com que intensidade ocorrerão os fenómenos meteorológicos associados.

Segundo o geógrafo e especialista da Meteored Portugal, Alfredo Graça, a partir do final da madrugada ou início da manhã de segunda-feira, 2 de março, uma frente fria associada a uma depressão atlântica situada a noroeste das Ilhas Britânicas começará a afetar o litoral Norte e Centro, espalhando gradualmente a precipitação para as restantes regiões do país.

A interação entre esta frente fria, uma massa de ar mais frio de origem polar em altitude e a presença prévia de ar quente e húmido a sul poderá favorecer o aprofundamento de um centro de baixas pressões que evoluirá para uma gota fria, trazendo aguaceiros, trovoadas e granizo durante segunda e terça-feira, 2 e 3 de março.

Inicialmente, a precipitação em Portugal continental será causada pela frente fria, mas posteriormente dever-se-á à depressão isolada em altitude, que deverá começar a formar-se entre o final da tarde de segunda-feira e a meia-noite de terça-feira, desligando-se da circulação principal e deslocando-se para sul, com o seu centro a situar-se entre a Península Ibérica e Marrocos.

A trajetória desta depressão é muito difícil de prever, o que dificulta estimar a quantidade de chuva acumulada, mas os mapas atuais indicam que poderá chover em qualquer região do país, com valores entre 5 mm e 20 mm.

As áreas potencialmente mais afetadas incluem a Região Norte, exceto o distrito de Bragança, Grande Lisboa, Península de Setúbal, Beira Alta, Beira Baixa e a zona fronteiriça do Alentejo com Espanha, embora estes valores possam ser ajustados à medida que novas atualizações do modelo europeu forem divulgadas.

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