Política

Presidente da CCDR visita a BTL: “Temos que abandonar a miséria dos incêndios”

Notícias de Coimbra | 2 horas atrás em 27-02-2026

O novo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro) escolheu a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), no stand da Turismo do Centro de Portugal, para protagonizar o seu primeiro ato público após a tomada de posse, que decorreu há pouco tempo em Évora.

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“É uma coincidência com simbolismo. Obviamente podia passar e não parar, e o simbolismo tem a ver com o facto de eu querer, com a minha presença, com este primeiro ato formal, agradecer a este grande ecossistema do turismo da nossa região centro”, afirmou.

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O responsável destacou o trabalho desenvolvido pelas entidades públicas e privadas do setor, sublinhando a criação e afirmação de uma nova marca para o território. “Têm feito um trabalho fantástico. Criámos uma marca nova, desenvolvemos, afirmámos e agora é um processo contínuo de crescimento. Há esse abraço de muito obrigado”, disse.

Mas, além do agradecimento, deixou também um desafio: “Aquilo que fizemos até aqui, nesta área que é exemplo no país em termos de crescimento económico, temos que continuar.” Admitindo que “a natureza não tem sido muito simpática” com a região, defendeu a necessidade de reforçar a prevenção e o cuidado com a floresta.

“Temos que abandonar de uma vez por todas a miséria dos incêndios que o centro é sistematicamente vítima”, afirmou, defendendo mais investimento na prevenção e uma resposta rápida aos primeiros focos de incêndio, para evitar grandes ocorrências. O presidente revelou ainda ter proposto, na sua candidatura, “uma agenda especial para a floresta da região centro”, lembrando que este é um ativo relevante para a indústria, o turismo e a economia regional, mas que “tem de ser melhor cuidada”.

Mais competências e “vida nova” nas CCDR

O novo ciclo das CCDR traz também mais responsabilidades. Além das áreas recentemente integradas como ambiente, agricultura e cultura, juntam-se agora a saúde e a educação.

“Esta fase nova tem essa vida nova. Isto quer dizer mais responsabilidade, mais competências e a possibilidade de nós termos políticas transversais à escala da região. Isto é muito bom e muito importante”, salientou.

Confrontado com os recentes fenómenos meteorológicos extremos, o presidente foi pragmático: “Impedir que o vento atinja 200 km por hora nós não podemos impedir. Podemos criar condições para sermos mais fortes e barreiras para esse mesmo vento, mas não podemos impedir que ele aconteça.”

Já no que toca aos incêndios, foi perentório: “Podemos impedir que haja incêndios nas nossas florestas, com melhor prevenção, com muito mais investimento na prevenção e com capacidade de tomar conta todos os dias.”

Água também é prioridade

A gestão da água é outra das prioridades assumidas. “Temos muitas agendas. A água é um setor que tem de ser mais valorizado por nós”, afirmou, defendendo uma melhor preparação quer para períodos de seca, quer para momentos de precipitação intensa.

Referiu, como exemplos de zonas que exigem maior resiliência, a Ria de Aveiro e o Baixo Mondego, sublinhando a necessidade de gerir melhor os recursos hídricos para a agricultura e consumo humano, bem como prevenir inundações.

“A água ficou assumida nas novas políticas europeias como uma prioridade e, obviamente, no centro de Portugal também vamos cuidar da água com uma prioridade acrescida”, garantiu.

O presidente terminou a intervenção reforçando o compromisso da CCDR Centro em ser “entidade instrumento” e parceira ativa no desenvolvimento regional, assumindo que o desafio agora é fazer crescer o território “com mais coesão territorial, mais coesão social”, sem perder de vista o crescimento económico.

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