Universidade
Coimbra: Mecanismo que tinge tecidos de forma mais sustentável vai para teste industrial
Uma tecnologia que permite tingir tecidos de forma mais barata e sustentável, desenvolvida pela Universidade de Coimbra (UC), vai ser testada em contexto industrial, anunciou hoje a instituição de ensino superior.
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O primeiro protótipo industrial da tecnologia Dyeloop vai ser instalado no âmbito de um protocolo, celebrado entre a UC e a empresa Acabamentos Têxteis de Barcelos (ATB).
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Através da Dyeloop, “prevê-se uma redução superior a 50% nos custos associados ao tingimento têxtil, para além de outros benefícios económicos e ambientais”, explicou a UC, num comunicado enviado hoje à agência Lusa.
Ao abrigo do acordo, a ATB será a primeira empresa a acolher o protótipo e a realizar os ensaios iniciais de avaliação da adequabilidade da ferramenta ao contexto industrial, uma etapa determinante para a sua validação em ambiente relevante.
A ferramenta permite o reaproveitamento de efluentes de tingimento ainda com cor, reintegrando os corantes no processo produtivo através de uma abordagem circular, uma “solução inovadora”, capaz de “reduzir significativamente o consumo de água e energia”.
O desenvolvimento do protótipo industrial foi viabilizado pelo financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian, através da atribuição de um apoio de 1,4 milhões de euros.
“Este financiamento tem permitido, desde o início de 2025, a otimização da tecnologia, o seu dimensionamento e o desenvolvimento e construção do protótipo à escala industrial – pela equipa liderada pelo investigador do Centro de Engenharia Química e Recursos Renováveis para a Sustentabilidade e docente do Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC, Jorge Pereira, – preparando-o para testes em ambiente real”, acrescentou a mesma fonte.
A implementação da Dyeloop conta ainda com o apoio do Ecossistema de Inovação para a Transferência de Conhecimento e Tecnologia da Região Centro (INOVC+).
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