O XX Mês do Fado regressa em março com nove iniciativas em diferentes locais da cidade de Coimbra para promover a Canção de Coimbra, incluindo escolas com o objetivo de despertar o interesse nos mais jovens pelo género musical.
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“O nosso objetivo é divulgar e preservar a Canção de Coimbra e, para isso, fizemos um evento com uma quantidade enorme de possibilidades para as pessoas de Coimbra terem interesse de ir visitar, tirar todas as dúvidas e assistir a um pouco do que é o Fado de Coimbra”, afirmou João Maria Montezuma, vice-presidente da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (AAC).
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Na conferência de imprensa de apresentação do programa do evento, o coordenador-geral salientou que esta edição terá mais iniciativas do que a anterior, em 2024, envolvendo “mais os órgãos da casa”, como a Rádio Universidade de Coimbra, mas também as escolas locais, onde serão realizadas Serenatas.
“Se nós despertarmos o interesse mais cedo, talvez na fase de crescimento do [ensino] secundário e até do básico, as pessoas acabem por ter mais vontade e curiosidade de, no futuro, vir experimentar”, referiu.
O XX Mês do Fado arranca, na terça-feira, 03 de março, na Rádio Universidade de Coimbra, com uma ‘tiny desk’, um concerto intercalado com conversas.
A programação inclui ainda tertúlias que serão realizadas na República dos Fantasmas, a 11 de março, e na República dos Galifões, a 29 de março.
A 12 de março terá lugar uma oficina de acabamento de instrumentos com Fernando Meireles, seguindo-se, a 19 de março, uma noite de guitarradas no espaço À Capella.
O Convento São Francisco acolhe, a 28 de março, as Conversas de Café para uma reflexão sobre as influências da música tradicional portuguesa na Canção de Coimbra, com a participação de Rui Pato, Jorge Cravo e de Manuel Marques Inácio.
No mesmo dia, a Antiga Igreja do Convento São Francisco será palco do concerto de apresentação do disco “Canções do nosso tempo”, que encerra o evento, criado em 1998.
Para a diretora do Departamento de Cultura e Turismo da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra, Maria Carlos, a iniciativa da Secção de Fado da AAC “não poderia deixar de ter o apoio do Município de Coimbra, uma vez que está a valorizar um património cultural e imaterial, tão singular e tão identitário” da cidade.
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