Saúde

O que é um “mini-AVC”? Condição que levou ao internamento do ministro das Finanças

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 36 minutos atrás em 26-02-2026

O Ministro das Finanças foi vítima de um acidente isquémico transitório (AIT), popularmente conhecido como “mini-AVC”, que ocorreu no dia 25 de fevereiro.

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O episódio levou-o a ser internado , mas não deixou danos permanentes, de acordo com informações do Gabinete do Ministro.

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Segundo a CUF, um acidente isquémico transitório consiste num bloqueio temporário e breve do fluxo sanguíneo para o cérebro ou medula espinhal, geralmente com duração inferior a cinco minutos. O episódio é frequentemente causado por um coágulo que se dissolve sozinho ou se desloca.

Apesar de ser chamado de “mini-AVC” ou “princípio de AVC”, o AIT não provoca lesões permanentes, mas deve ser encarado como um alerta sério, uma vez que pode preceder um AVC mais grave nas horas ou dias seguintes.

O AIT pode afetar diversas funções do corpo, dependendo da zona do cérebro afetada, e alguns sinais incluem: fraqueza, dormência ou paralisia em um dos lados do corpo; dificuldades na fala ou compreensão; perda de visão parcial ou visão dupla; tonturas, desequilíbrio ou perda de coordenação; e dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente.

Normalmente, os sintomas duram apenas alguns minutos, podendo desaparecer em até uma hora, mas raramente prolongar-se até 24 horas.

O AIT tem as mesmas causas de um AVC isquémico, como a formação de coágulos devido à aterosclerose, mas de forma temporária. Alguns fatores de risco controláveis incluem: tabagismo, excesso de álcool e drogas ilícitas; pressão arterial elevada, colesterol alto e diabetes; sedentarismo, obesidade e má alimentação; doenças cardiovasculares, estenose da carótida ou arritmias.

Entre os fatores que não podem ser controlados destacam-se a idade, histórico familiar de AVC ou AIT, sexo e AIT prévio.

Após um AIT, é essencial procurar assistência médica imediata. O diagnóstico envolve exame físico, avaliação neurológica, medição da pressão arterial e exames de imagem como tomografia ou ressonância magnética.

O tratamento centra-se na prevenção de futuros AVC, podendo incluir: medicamentos antiagregantes plaquetários ou anticoagulantes; cirurgias como endarterectomia da carótida para remover depósitos de gordura; e angioplastia e stent em casos de bloqueio significativo das artérias.

Algumas medidas para reduzir o risco incluem: consultas médicas regulares; alimentação saudável com frutas, legumes e baixo consumo de sal; exercício físico regular; evitar tabaco e drogas; manter o peso e doenças crónicas sob controlo.

O Ministro das Finanças, após receber acompanhamento médico e realizar todos os exames necessários, já se encontra em casa e a recuperar plenamente, continuando a exercer as suas funções com cuidados adicionais à saúde cardiovascular e neurológica.

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