Coimbra

Municípios pagam do próprio bolso intervenção dos militares após tempestades

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 2 horas atrás em 26-02-2026

Imagem: Dinis Francisco/ Facebook

As câmaras municipais dos concelhos colocados em situação de calamidade suportaram, numa primeira fase, todas as despesas associadas à intervenção dos militares das Forças Armadas no terreno, no âmbito das missões de Proteção Civil desencadeadas pelo recente comboio de tempestades que atingiu várias regiões do país.

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A informação foi confirmada ao Jornal de Notícias (JN) por diversos autarcas, que sublinham que o procedimento está previsto na lei, embora não existam prazos definidos para o reembolso das verbas por parte do Estado central.

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Segundo explicou Pedro Pimpão, presidente da Câmara Municipal de Pombal e também líder da Associação Nacional de Municípios, “perante a declaração de calamidade e a ativação do Plano Nacional de Emergência e Proteção Civil (PNEPC), numa primeira fase os municípios têm de assumir os encargos, nomeadamente com a alimentação, o alojamento e o combustível das viaturas”.

O autarca acrescenta, contudo, que essas despesas deverão ser posteriormente ressarcidas pela tutela. Ainda assim, reina a incerteza quanto aos prazos. “Não sabemos quanto demorará a ser devolvido o dinheiro. Pode levar meses”, adiantou fonte autárquica de um dos concelhos afetados pelo mau tempo.

De acordo com o artigo 12.º da Lei n.º 65/2007, cabe ao presidente da câmara municipal solicitar ao presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) a participação das Forças Armadas em funções de proteção civil na área do respetivo município. Após esse pedido, a coordenação institucional e a gestão financeira seguem as regras estabelecidas no PNEPC.

Contudo, existem situações em que os custos não são posteriormente compensados pelo Estado. Quando a situação de calamidade termina e o PNEPC é desativado, passa a competir a cada município assegurar os encargos relativos às entidades envolvidas na reposição da normalidade.

“Houve casos anteriores aos das recentes tempestades em que as Forças Armadas foram chamadas e esses custos foram inteiramente assumidos a nível local”, referiu João Lobo, presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova e da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa.

Contactada pelo JN, a ANEPC considerou ser “manifestamente prematuro” pronunciar-se sobre a contabilização das despesas. Em resposta escrita, a entidade explicou que ainda decorrem trabalhos de recuperação relacionados com a passagem das várias depressões, não existindo, para já, qualquer avaliação documental consolidada.

O Jornal de Notícias tentou igualmente obter um comentário do Estado-Maior-General das Forças Armadas e do Governo, através dos ministérios da Administração Interna e da Defesa, mas não recebeu resposta até ao fecho da edição.

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