O historiador de arte e até aqui presidente do Palácio de Versalhes, Christophe Leribault, vai ser o próximo responsável máximo pelo Museu do Louvre, em Paris, anunciou hoje o Governo francês.
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Leribault, de 62 anos, estava em Versalhes desde 2024 e vai ter de enfrentar “importantes” desafios, como os classificou a porta-voz do Governo, Maud Bregeon, em conferência de imprensa na sequência de uma reunião do Conselho de Ministros.
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Como principais missões do novo presidente do museu, Bregeon especificou o melhorar da segurança, a modernização, assim como dar continuidade ao projeto “Louvre – Novo Renascimento”.
A anterior presidente do Museu do Louvre, Laurence des Cars, apresentou a sua demissão na terça-feira, que foi aceite pelo Presidente da República francesa, Emmanuel Macron.
“O chefe de Estado aceitou [a demissão], saudando o ato de responsabilidade num momento em que o maior museu do mundo requer uma pacificação e um novo impulso para levar a bom porto grandes projetos de segurança, de modernização e o projeto ‘Louvre – Novo Renascimento’”, podia ler-se no comunicado da Presidência da República.
No dia 19 de outubro de 2025, um grupo de assaltantes levou apenas alguns minutos para entrar na Galeria de Apolo do museu do Louvre num elevador de mercadorias, partir rapidamente duas das três vitrinas instaladas no final de 2019 para guardar joias e fugir com oito peças num valor estimado de 88 milhões de euros.
Há duas semanas, o museu anunciou ter sido alvo de uma fraude gigantesca na bilheteira, que causou um prejuízo superior a 10 milhões de euros.
No dia seguinte, uma infiltração de água danificou igualmente um teto pintado do século XIX, obrigando a instituição a encerrar temporariamente algumas salas, depois de, em novembro, uma inundação ter afetado a biblioteca de antiguidades, pela avaria de tubagens, cujo estado de degradação era conhecido.
Desde dezembro, o museu tem igualmente passado por períodos de greve dos seus trabalhadores, que têm levado ao encerramento parcial ou total da instituição.
Entre as principais reivindicações apresentadas pelos sindicatos ao Ministério da Cultura de França, estava a mudança na gestão do Louvre, a contratação de pessoal, nomeadamente de vigilantes, a criação de novas funções que respondam a carências reais do museu, a redução da carga horária, aumentos salariais e melhores condições para trabalhadores e visitantes.
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