Portugal

Acidentes em contramão mataram 13 pessoas em 2025

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 5 horas atrás em 25-02-2026

O distrito do Porto foi o que registou mais acidentes a envolver veículos em contramão no último ano, com 45 sinistros, seguido de Faro (35). Braga e Lisboa surgem igualmente na lista com 29 acidentes cada.

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De acordo com dados da Guarda Nacional Republicana (GNR), citados pelo Jornal de Notícias, em 2025 registaram-se, em todo o país, 306 acidentes provocados por viaturas a circular em sentido oposto. Destes, 122 resultaram em vítimas: 13 mortos, 30 feridos graves e 184 feridos leves.

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A maioria dos acidentes ocorreu em arruamentos (158), seguindo-se as estradas nacionais (78) e as estradas municipais (31). Estes sinistros provocaram seis das vítimas mortais registadas.

“Felizmente, para a segurança rodoviária são poucos casos. Tudo depende de cada situação, mas a infraestrutura tem impacto e uma boa sinalização condiciona o comportamento dos condutores. O álcool e a distração podem levar, muitas vezes, à circulação em sentido contrário”, explica ao JN Alain Areal, diretor-geral da Prevenção Rodoviária Portuguesa.

O responsável sublinha ainda que, fora das localidades e nas estradas nacionais, muitos destes acidentes estão associados a ultrapassagens. Já nas autoestradas, o índice de gravidade tende a ser superior, devido à soma das velocidades das viaturas envolvidas.

Apesar de a GNR ter registado apenas quatro acidentes em autoestradas em 2025, os relatórios anuais da Associação Portuguesa das Sociedades Concessionárias de Autoestradas ou Pontes com Portagem indicam que, entre 2018 e 2024, ocorreram 812 situações de veículos em contramão nas autoestradas nacionais — uma média superior a uma centena por ano.

Em 2024, contabilizaram-se 113 ocorrências, sendo que apenas 2021 ficou abaixo das cem (87 casos).

Entre as concessionárias com mais registos destacam-se a Brisa (28 ocorrências), a Lusoponte (17), a Autoestrada Transmontana (14) e a Ascendi (13).

Alain Areal defende o reforço da sinalização, incluindo soluções luminosas, e o recurso a tecnologia capaz de identificar veículos em contramão e alertar os condutores.

Em 2024, mais de um terço dos condutores que morreram nas estradas portuguesas apresentava uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 0,5 g/l, o limite legal.

Entre 1 de janeiro de 2023 e 31 de dezembro de 2025, a distração ao volante — onde se inclui o uso do telemóvel — esteve na origem de 12.215 acidentes.

Só em 2025, os acidentes relacionados com veículos em contramão provocaram 13 mortos, segundo a GNR, reforçando o alerta para um fenómeno que, embora estatisticamente menos frequente, apresenta elevados níveis de gravidade.

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