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Diretora do Museu do Louvre demite-se 4 meses após roubo de joias

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 horas atrás em 25-02-2026

A presidente e diretora do Museu do Louvre, em Paris, Laurence des Cars, demitiu-se hoje, quatro meses depois da polémica que envolveu o roubo de joias da era napoleónica do museu.

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O Presidente francês, Emmanuel Macron, aceitou a sua demissão, segundo o Palácio do Eliseu (presidência francesa) citado pela agência Europa Press.

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Des Cars apresentou a sua demissão numa carta a Macron, que a aceitou e “elogiou a atitude responsável” da agora ex-diretora.

A demissão acontece “numa altura em que o maior museu do mundo precisa de tranquilidade e de um novo impulso para realizar importantes projetos de segurança e modernização”, destacou o Palácio do Eliseu, em comunicado.

Macron enfatizou ainda a importância do projeto anunciado pelo próprio Macron em 2025, que prevê uma ambiciosa renovação das instalações do Louvre em 2031, incluindo, entre outras novidades, uma sala dedicada à Mona Lisa de Leonardo da Vinci, o que acarretará um “custo adicional”.

O Presidente francês agradeceu a Des Cars pelo seu trabalho e dedicação nos últimos anos, sublinhando que sempre se basearam na “sua inegável perícia científica”.

Macron anunciou também que lhe confiará uma missão durante a presidência francesa do G7 relacionada com a cooperação entre os principais museus dos países membros do bloco.

Des Cars esteve no centro de uma controvérsia após o roubo de joias à luz do dia da galeria de arte parisiense, incidente que o levou a apresentar a sua demissão, que foi rejeitada na altura pelo Governo francês.

Após o roubo, em que foram levadas oito peças de joalharia, avaliadas pelo museu em 88 milhões de euros, De Cars admitiu o seu choque e “imensa tristeza” com o incidente e apontou o “terrível fracasso” que representou para a sua gestão do Louvre, insistindo que assumia a sua quota-parte de responsabilidade.

Além desta crise, a dirigente do Louvre já enfrentava uma situação ‘explosiva’ nos últimos meses devido aos constantes conflitos com os sindicatos, segundo o jornal ‘Le Monde’, que destacava as críticas à sua “hiperpresidência, fechada em torno de um pequeno gabinete, com um estilo de governação considerado clânico e opaco”.

Foi também criticada por não ter renovado o contrato de Sophie Jugie, diretora do departamento de escultura, que ocupava o cargo há doze anos e era amplamente respeitada no museu.

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