Crimes

“Mostram facas e armas”: Gangue aterroriza jovens em Coimbra

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 2 horas atrás em 24-02-2026

Coimbra enfrenta mais um caso de violência alarmante. Uma mãe apresentou queixa na 2ª esquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Coimbra depois do seu filho, de 14 anos, ter sido agredido por um grupo de jovens na cidade.

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A progenitora relatou ao Notícias de Coimbra que só soube do episódio através de outra mãe, cujo filho também foi alvo de violência: “Só soube hoje que ele tinha sido agredido. Foi através de uma mãe de um colega que me telefonou a perguntar se eu tinha conhecimento da situação. Ela contou-me o que tinha sucedido, e eu imediatamente liguei para a escola, pedi autorização para ir buscar o meu filho e dirigimo-nos à esquadra para apresentar queixa.”

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Segundo a mãe, o filho foi surpreendido quando decidiu acompanhar um amigo a um centro comercial. Ao chegarem ao local, encontraram um grupo de jovens, com cerca de 17 ou 18 anos, que começaram a agredir o amigo do adolescente. Um dos agressores então virou-se para o filho desta mãe, desferindo-lhe um golpe que fez saltar os óculos da criança.

“É filmado e depois partilhado nas redes sociais, a mostrar a valentia deste grupo”, disse. “Eles apresentam-se em grupo, um para cinco ou seis, e mostram facas e armas de fogo. Os miúdos pouco podem fazer para se defender.”

“Pergunto-me se continuo segura a mandar o meu filho para a escola ou deixá-lo vir sozinho para casa. Estamos a trabalhar e nunca sabemos se eles chegam bem ou não. É inconcebível ver vídeos de miúdos a serem agredidos, com armas, facas e tiros para o ar.” Destacou o impacto psicológico que a violência pode ter nas vítimas: “O meu filho não quer ir para a escola. Não sei se vai conseguir enfrentar o dia a dia depois disto. Além das mazelas físicas, ficam as mazelas psicológicas. É desesperante como mãe.”

O modus operandi do grupo, segundo a mãe, consiste em ameaçar, agredir e divulgar as agressões nas redes sociais, especialmente no Instagram, garantindo uma sensação de impunidade entre os agressores: “Se toda a gente se calar, eles vão continuar a sentir-se impunes. Espero que a polícia e a sociedade atuem rapidamente.”

Outras queixas já foram apresentadas na primeira esquadra da PSP contra o mesmo grupo, mas os pais ouvidos preferem não se identificar por medo de represálias. A situação reforça a necessidade de intervenção rápida das autoridades e de medidas de proteção para os adolescentes afetados.

O NDC contactou a PSP que confirma uma denúncia e que está a investigar.

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