Coimbra

Velocidade será reduzida no Açude-Ponte em Coimbra

António Alves | 2 horas atrás em 23-02-2026

Vereadora Ana Bastos lembrou executivo dessa “necessidade” após as recentes alterações.

Na sua intervenção feita durante o Período Antes da Ordem do Dia, a autarca referiu que a criação de três vias no tabuleiro do Açude-Ponte é “uma solução paliativa que procura mitigar uns problemas mas que acaba por criar outros: atenua alguma pressão sobre o tráfego local, mas reduz a capacidade e desempenho do IC2 numa fase em tem de suportar em acréscimo com o tráfego da A1 e cria problemas de segurança”.

Ana Bastos, eleita pela coligação “Juntos Somos Coimbra”, quis clarificar que “as duas faixas de rodagem do Açude-Ponte não têm a mesma largura”. E explicou: “aquando da criação da terceira via no sentido sul–norte, o separador central foi deslocado para poente, inviabilizando tecnicamente a replicação da mesma solução no sentido norte–sul, em condições adequadas”.

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Por outro lado, lembrou que esta hipótese “foi, aliás, analisada e discutida com o executivo anterior” e que, “se fosse possível garantir as condições de segurança, há muito que já teria sido feito!”.

“Não avançámos com a sua concretização porque a largura disponível não permitia criar as 3 vias, em condições de segurança. A largura disponível obriga a estreitar a largura para perto de 3,00 metros — valor claramente inferior ao referencial normativo que é de 3,75 metros para a rede fundamental (IP e IC)”, disse.

Apesar dessas questões, a vereadora da oposição frisou ainda que “é tecnicamente evidente que a redução da largura das vias implica a redução da velocidade de circulação e, por inerência, redução da capacidade efetiva”, pois, “se por um lado aumentamos a capacidade ao acrescentar uma via, por outro lado estamos a reduzi-la ao diminuir as condições de escoamento”.

Uma questão que, de acordo com Ana Bastos, não foi acautelada a questão da sinalização, quer vertical quer horizontal— designadamente a pré-sinalização —,”ser manifestamente insuficiente”. “A redução da largura das vias não foi tão pouco sinalizada e, ao contrário do que seria tecnicamente aconselhável, não foi imposta qualquer redução de velocidade; pelo contrário, a velocidade máxima passou de 60 km/h para 80 km/h”, afirmou.

A presidente da câmara respondeu que essa redução estava prevista na intervenção e que será feita pela Infraestruturas de Portugal (IP) “o mais rapidamente possível”.