Política
Coimbra: Iniciativa Liberal promete contribuir com ideias que possam ajudar famílias e empresas
A presidente da Iniciativa Liberal (IL) garantiu hoje que irá solicitar ao governo esclarecimentos sobre a falta de eletricidade e telecomunicações que persiste em zonas afetadas pelo mau tempo, prometendo contribuir com ideias para ajudar famílias e empresas.
“Há muitas incógnitas e serão certamente também temas que levaremos para a reunião que iremos ter na quarta-feira com o governo, para tentar obter os esclarecimentos e para tentarmos também colaborar, propondo nós próprios algumas ideias que possam ajudar a resolver a vida destas pessoas e das empresas que foram profundamente afetadas”, assegurou Mariana Leitão.
No final de uma reunião com a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, onde se inteirou dos prejuízos e constrangimentos deixados pelo mau tempo no concelho, Mariana Leitão disse aos jornalistas que ainda há muitas pessoas sem acesso à eletricidade e a telecomunicações.
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“Há muitas dúvidas sobre os apoios, nomeadamente o que está também agora previsto no PTRR [Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência]. Inclusivamente há famílias que, tendo perdido a casa toda, por exemplo, não sabem a que tipo de apoio é que poderão ter direito”, referiu.
De acordo com a líder da IL, a prioridade deve passar por apoiar pessoas e empresas e “garantir o mínimo de impacto possível para a economia”.
“Obviamente, o foco essencial é a reconstrução do país. As pessoas devidamente protegidas e reconstruir o país rapidamente”, acrescentou.
Para o médio e longo prazo ficam “as reformas que se impõem” em áreas “também urgentes” como a Proteção Civil.
Questionada sobre os apoios e a apreciação parlamentar que alguns partidos de esquerda solicitaram ao decreto que define o regime de lay-off simplificado, Mariana Leitão considerou que “o problema dos lay-offs a 100% é que criam incentivos que podem ser perversos”.
“Obviamente temos de ver o que é que será proposto em detalhe e compreendemos a aflição das pessoas. A 100% são sempre situações em que os incentivos não estão no sítio certo: é preciso garantir que há um rápido regresso à normalidade, em que se recupere efetivamente indústrias, empresas e o tecido empresarial é reposto o mais depressa possível, para garantir que as pessoas começam a trabalhar o mais depressa possível”, concluiu.