Política
Luís Neves (diretor da PJ) vai ser empossado nas funções de ministro da Administração Interna
Imagem: DR
Luís Neves, até agora diretor nacional da Polícia Judiciária, é hoje empossado como ministro da Administração Interna pelo Presidente da República, substituindo Maria Lúcia Amaral, naquela que é primeira mudança no segundo Governo de Luís Montenegro.
A escolha de Luís Neves foi oficialmente anunciada pela Presidência da República no sábado e a cerimónia de posse está marcada para as 10:00 no Palácio de Belém, em Lisboa.
Na mesma altura tomarão também posse os três secretários de Estado do ministério.
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Paulo Simões Ribeiro, Telmo Correia e Rui Rocha serão reconduzidos como secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, secretário de Estado da Administração Interna e secretário de Estado da Proteção Civil respetivamente, transitando da equipa de Maria Lúcia Amaral.
Luís Neves foi escolhido pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, para substituir Maria Lúcia Amaral, que se demitiu de ministra da Administração Interna depois da onda de críticas à forma como atuou e geriu a resposta à depressão Kristin, que assolou o país no final de janeiro.
Na quinta-feira, na Assembleia da República, durante o debate quinzenal, o primeiro-ministro assegurou que o sucessor de Maria Lúcia Amaral entraria em funções já nesta semana, mas a rapidez do processo causou alguma surpresa.
Declarou então no parlamento, em resposta a perguntas do líder do Chega, André Ventura: “Na próxima semana, o Governo terá a sua recomposição completamente estabelecida com uma proposta que farei ao senhor Presidente da República”.
Logo nessa ocasião, por outro lado, o primeiro-ministro sinalizou que esta iria ser a única mudança que faria na sua equipa governativa, que iniciou funções em 05 de junho do ano passado.
Maria Lúcia Amaral pediu a demissão no passado dia 10, na sequência da passagem da depressão Kristin pelo território nacional continental, que causou vítimas mortais e uma grande devastação, sobretudo na região Centro.
Do ponto de vista político, a sua atuação estava a ser contestada pelos sindicatos representativos das polícias, por bombeiros e, após as tempestades, por autarcas e, principalmente, pelos partidos da oposição.
Na nota oficial sobre a sua demissão referia-se que Maria Lúcia Amaral entendeu “já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo”.
O primeiro-ministro assumiu transitoriamente a pasta da Administração Interna.
A constitucionalista Maria Lúcia Amaral assumiu a pasta da ministra da Administração Interna em 05 de junho 2025, com a posse do XXV Governo, depois de ter estado oito anos à frente da Provedoria de Justiça, instituição responsável por receber queixas de cidadãos que vejam os direitos fundamentais violados.
Luís Neves desempenhava o lugar de diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) desde 2018.
É licenciado em Direito, ingressou na PJ em 1995, após uma breve passagem pela advocacia.
Ao longo do seu percurso profissional na PJ, esteve sempre ligado à investigação criminal, em particular na esfera do crime violento e organizado, terrorismo e todas as formas de extremismo violento, rapto, sequestro, tomada de reféns, assalto à mão armada, tráfico de armas, tráfico de seres humanos, crimes cometidos com recurso a engenhos explosivos e crimes contra órgãos de soberania.
Antes, foi diretor da Unidade Nacional Contra-Terrorismo (UNCT) e da extinta Direção Central de Combate ao Banditismo (DCCB).