Saúde

Vírus mortal poderá “bater às portas” de Portugal

Notícias de Coimbra | 3 horas atrás em 22-02-2026

Imagem: Facebook | The Independent

Um estudo divulgado em fevereiro veio reforçar o alerta para a expansão do vírus chikungunya a nível global, fenómeno associado ao aquecimento do planeta. Agora, é a Bolívia que enfrenta uma situação preocupante. O país sul-americano, bastante procurado por turistas no continente americano, contabilizou mais de 2.900 infeções desde o início do ano. Há, neste momento, 32 pessoas hospitalizadas e registaram-se três mortes, cenário que levou as autoridades a declarar alerta vermelho.

Os investigadores avisam que, devido às alterações climáticas, o vírus, tradicionalmente associado a zonas tropicais, pode alastrar a 29 novos países. Entre os territórios europeus considerados de maior risco está Portugal.

De acordo com um estudo publicado a 16 de fevereiro na revista científica Royal Society, no “Journal of Royal Society Interface”, a doença transmitida pelo mosquito-tigre-asiático poderá atingir várias regiões do sul da Europa, incluindo Albânia, Grécia, Itália, Malta e Espanha.

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

publicidade

O chikungunya foi identificado pela primeira vez em 1952, na Tanzânia, e desde então tem provocado surtos sobretudo em países africanos e asiáticos. A infeção ocorre através da picada de mosquitos infetados, não havendo transmissão direta entre pessoas. Ainda assim, pode verificar-se transmissão da mãe para o bebé no momento do parto.

Os sintomas costumam manifestar-se entre dois e sete dias após a picada e incluem febre elevada, dores articulares intensas, particularmente nas mãos, pulsos, tornozelos e pés, dores musculares, cefaleias, fadiga e erupções cutâneas. Não existe atualmente um tratamento específico que elimine o vírus, embora a maioria dos doentes recupere sem sequelas.

Os grupos mais vulneráveis são os idosos, recém-nascidos infetados no período perinatal e pessoas com doenças crónicas, como hipertensão, diabetes, patologias cardiovasculares ou situações de imunossupressão. Nestes casos, podem surgir complicações graves, nomeadamente neurológicas e cardíacas. Na Bolívia, as três vítimas mortais tinham mais de 70 anos. Perante este cenário, os especialistas deixam uma recomendação essencial: utilizar repelente de mosquitos.