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Morador de 77 anos da Ereira emociona-se ao recordar cheias: “Nunca vivi algo assim, é uma dor no coração”

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 4 horas atrás em 20-02-2026

A aldeia de Ereira, no concelho de Montemor-o-Velho, viveu dias de isolamento devido às recentes cheias.

Apesar do sol brilhar, a água ainda é visível em vários pontos, e algumas zonas permanecem alagadas.

José Couto, de 77 anos, contou ao Notícias de Coimbra que “foram os fuzileiros que ajudaram, mas também todas as autoridades deram apoio à população. Esta zona da Ereira ficou transformada numa ilha.”

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O septuagenário recorda os momentos de maior tensão: “Não saí daqui durante todos esses dias. Tive que levantar todos os mantimentos em casa, foi uma desgraça. Mas a minha casa não chegou a ter prejuízos, conseguimos precaver-nos a tempo.”

Apesar de as cheias de 2001 terem sido piores, esta inundação trouxe grandes desafios, sobretudo para os mais idosos. “Tenho 77 anos e nunca tinha vivido uma cheia assim. É uma dor no coração ver as águas a subir e ficar completamente isolado”, acrescentou.

Outro morador da zona, descreveu os dias de isolamento: “Ficámos cerca de oito a dez dias isolados. Os dias foram vividos da melhor maneira possível, mas foram complicados. A água ainda está por aqui, apesar do sol desta tarde.”

A população destacou ainda a ajuda das autoridades e bombeiros locais. “Foi uma grande ajuda. Fartaram-se de trabalhar e têm limpo tudo – casas, ruas, junta de freguesia. São incansáveis”, referiu José Couto.

O contraste entre a calma da tarde solarenga e os dias de inundação é visível: as ruas ainda guardam poças de água, e as marcas da cheia permanecem nas casas e na paisagem.