Economia
Luís Montenegro vai apresentar “na próxima semana” PTRR a António José Seguro e conta com “todos os partidos”
O primeiro-ministro afirmou hoje que deverá apresentar “na próxima semana” as linhas gerais do PTRR ao Presidente da República eleito, António José Seguro, e disse esperar contar com “todos os partidos” para o seu desenho e aprovação.
Luís Montenegro falava no final da reunião semanal do Conselho de Ministros, que aprovou as linhas gerais do programa “Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência” (PTRR), criado pelo Governo para responder aos efeitos do mau tempo em Portugal que, desde 28 de janeiro, causou 18 mortes e centenas de feridos e desalojados.
Na fase das perguntas e questionado se tenciona falar com o futuro chefe de Estado ainda antes da tomada de posse, a 9 de março, o primeiro-ministro respondeu afirmativamente.
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“Nós já entrámos em contacto com o Presidente da República eleito e, seguramente na próxima semana, teremos a oportunidade de lhe apresentar de viva voz este programa, este conjunto de objetivos, de metas, de ambições para Portugal”, afirmou.
Montenegro acrescentou que, nesse encontro, haverá ocasião de falar “desta e de todas as matérias que forem adequadas e julgadas convenientes nesse momento”.
Fonte do Governo explicou que a prioridade do executivo foi pedir reuniões sobre o PTRR ao atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e ao chefe de Estado eleito, António José Seguro.
Já questionado com quem conta para a aprovação de medidas contidas no futuro PTRR, Montenegro assegurou que o Governo espera “o contributo de todos os partidos políticos”, com reunião já marcada com todas as forças políticas com assento parlamentar para quarta-feira.
“Há um primeiro momento de interação com as oposições e, obviamente, que algumas destas medidas vão carecer da sua viabilização na Assembleia da República. E aí nós vamos proceder como sempre, como fizemos sempre até aqui: colocando-nos à disposição de todos os partidos com representação parlamentar para podermos aprofundar o diálogo de maneira a viabilizar que soluções legislativas ou de natureza financeira que tenham de ser tomadas pelo parlamento”, afirmou.