Luís Oliveira, ator português conhecido do grande público pelas suas participações em produções nacionais e na série da Netflix, viveu recentemente momentos de grande tensão em Cabo Verde.
Segundo avançou a revista TV 7 Dias, o incidente ocorreu quando o ator regressava a Portugal depois de uns dias de descanso em família.
Luís que faz parte do elenco da série Rabo de Peixe e participou na novela da SIC, Senhora do Mar, estava de férias com a mulher e os dois filhos, de um e cinco anos. O que deveria ter sido um regresso tranquilo transformou-se numa situação angustiante, com detenção e várias horas passadas numa cela.
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Luís Oliveira descreveu a viagem pelas ilhas de Santiago e Maio como “uma semana incrível na ilha de Santiago e na ilha de Maio”.
Contudo, no controlo de segurança do aeroporto, duas malas da família foram retidas. Numa delas encontravam-se líquidos, águas e iogurtes para as crianças, e noutra utensílios como um garfo, um saca-rolhas e um pequeno canivete que o ator transportava desde a partida de Portugal.
O ator explicou que todos os objetos tinham uma finalidade prática e familiar. “Quando vim passei com um garfo, uma colher, um saca-rolhas e um canivete. Levei isto tudo porque tenho a Vitória, com um ano, e o Vicente com cinco, e como na ilha de Maio não íamos ficar num apartamento, pensei que poderia precisar para cortar fruta ou outra comida. Coisas de miúdos que é perfeitamente normal que é o que eu faço cá em Portugal”, citou a revista.
Em Portugal, Luís Oliveira não tinha sido alertado para qualquer irregularidade no transporte destes objetos. Porém, em Cabo Verde, a situação foi encarada de forma diferente pelas autoridades aeroportuárias.
O ator acabou por ser detido à frente da mulher e dos dois filhos, um momento particularmente difícil e marcante emocionalmente. A revista refere que passou “mais de 20 horas de medo e angústia”, tendo sido conduzido à esquadra de Palmarejo.
Durante a noite, ficou numa cela descrita como extremamente precária: “numa cela onde só tinha uma cama de betão e um buraco para fazer as necessidades”. Além do choque inicial, a experiência ficou marcada pela incerteza sobre as consequências legais.
De acordo com a publicação, Luís Oliveira arrisca uma pena que pode chegar até seis anos, dependendo da classificação legal atribuída às infrações relacionadas com o transporte de objetos considerados proibidos em contexto aeroportuário.