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“Não há nada para recuperar”. Empresa de produção de plantas em Coimbra com prejuízos acima de 3 milhões

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 20-02-2026

Imagem: Força Aérea Portuguesa

Uma empresa dedicada à produção de plantas ornamentais em Coimbra estimou hoje prejuízos acima de três milhões de euros (ME) devido às cheias na margem direita do rio Mondego.

“Não há nada para recuperar”, afirmou à agência Lusa Jonas Cordes, sócio-gerente da Flora Atlantic Plants, empresa produtora e exportadora de plantas ornamentais.

As estimativas apontam para prejuízos “acima dos três milhões [de euros], no mínimo”, segundo o responsável, que ainda não conseguiu aceder às instalações e avaliar todos os danos.

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O viveiro, com 7,5 hectares, está localizado a algumas centenas de metros do dique dos Casais, em Coimbra, que rebentou no dia 11, alagando a margem direita.

Através de imagens aéreas, Jonas Cordes viu que a exploração “ainda está debaixo de água” e que há “muita areia dentro do terreno”.

“Não vai ser possível continuar a atividade antes de limpar todo o espaço e isso pode durar por muitos, muitos meses”.

Sem produtos para vender, sem instalações operacionais e sem capital para recuperar a atividade, Jonas Cordes disse que a empresa precisa “de apoios” para voltar a laborar.

“A ideia é continuarmos, mas também depende dos apoios. Se não conseguirmos ter apoios, não há possibilidade de voltar à atividade. E todos os funcionários vão ficar sem trabalho”, referiu.

A empresa funciona desde 2023 e emprega quatro trabalhadores diretos e 10 indiretos.

No dia em que o dique do Mondego rebentou, quatro trabalhadores ficaram retidos dentro da empresa e tiveram de ser retirados pelas autoridades.

“Nós tentámos sair, mas já não conseguimos, porque as ruas já estavam cortadas, com água”, disse Jonas Cordes.

Em 2025, a empresa registou vendas de 350 mil euros e, este ano, a estimativa era de chegar “perto de um milhão de euros”.

De acordo com Jonas Cordes, mais de 80% da produção é para exportação para mercados como Inglaterra, Holanda, Alemanha e países da Escandinávia e, em Portugal, a empresa tem “muitos clientes” na região Norte e no distrito de Coimbra.