Coimbra

Foram raros e sentidos em Coimbra: “Os maiores registados nos últimos 9 anos”

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 4 horas atrás em 20-02-2026

Dois sismos de magnitude 4,1 na escala de Richter foram registados esta quinta-feira, ao início da tarde, com epicentro em Alenquer, no distrito de Lisboa, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O primeiro abalo ocorreu às 12:14 locais, a 14 km de profundidade, quatro quilómetros a oeste-noroeste da vila de Alenquer. Apenas dois minutos depois, às 12:16, registou-se o segundo sismo, de magnitude idêntica, a 12 km de profundidade. Segundo o IPMA, “muitas pessoas podem nem ter dado conta de que foram dois episódios diferentes”.

Posteriormente, duas réplicas foram registadas no mesmo concelho às 15:15 e 15:16, com magnitude 2,2 e 2,4, respetivamente.

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Apesar da intensidade máxima ter atingido V na escala de Mercalli Modificada — considerada de moderada a forte, com objetos pendurados a oscilar e vibração em janelas e portas — não foram registados danos pessoais ou materiais, confirmou a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Os abalos foram sentidos com menor intensidade em diversos concelhos da região de Lisboa, Leiria, Santarém, Setúbal e Évora, incluindo cidades como Montemor-o-Novo, Cascais, Lisboa, Mafra, Tomar, Almada e Setúbal. A ANEPC apelou à população para cuidados redobrados em zonas já afetadas por instabilidade de estruturas e fenómenos meteorológicos recentes.

Segundo o IPMA, estes dois sismos são os maiores registados nos últimos nove anos na região. Mais de 800 testemunhos foram recebidos pelo instituto através do questionário macrossísmico online.

O geofísico Luís Matias, da Universidade de Lisboa, explicou ao Jornal de Notícias que estes “sismos gémeos” são extremamente raros: “São dois sismos iguaizinhos, provavelmente gerados na mesma estrutura, na mesma falha”. Já o geólogo Filipe Rosas, do Instituto Dom Luiz da Universidade de Lisboa, alertou ao Expresso que “não estamos todos preparados” para estes fenómenos, sublinhando que o risco sísmico depende também da densidade populacional e da vulnerabilidade das construções humanas.