Educação

IPC e Centro de Respostas Integradas de Coimbra aliam-se para prevenir comunidade académica sobre toxicodependência e comportamentos aditivos

Notícias de Coimbra | 2 horas atrás em 19-02-2026

O Politécnico de Coimbra (IPC) e o Centro de Respostas Integradas (CRI) de Coimbra, unidade local do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências, I.P. (ICAD, I.P) do Serviço Nacional de Saúde, assinaram, no passado dia 16 de fevereiro, um protocolo de cooperação com vista a desenvolver ações em conjunto para informar, prevenir e sensibilizar a comunidade académica para a prevenção de comportamentos aditivos.

Esta parceria vai materializar-se no desenvolvimento de ações de formação e de sensibilização junto de estudantes e docentes para uma maior consciencialização sobre os comportamentos aditivos e a forma de os prevenir. O protocolo pretende, ainda, agilizar procedimentos no eventual atendimento e apoio a estudantes do IPC. Cândida Malça, presidente do IPC e Paula Carriço, coordenadora do CRI de Coimbra, assinaram o documento.

Sónia Costa, pró-presidente para as áreas de Compliance e Cumprimento Normativo, Igualdade, Diversidade e Cidadania Inclusiva, Inovação e Empreendedorismo Social, explica que as dependências correspondem a padrões de comportamento nos quais “a pessoa perde o controlo sobre o uso de substâncias ou determinadas atividades, mesmo quando estas causam prejuízos físicos, psicológicos ou sociais”. Entre estes comportamentos aditivos estão álcool, drogas, tabaco, medicamentos, jogo, uso excessivo da internet e redes sociais, compras compulsivas, práticas de risco e comportamentos autodestrutivos, muitas vezes associados à ansiedade ou depressão, com impacto significativo na vida e no bem-estar dos jovens. “Durante o ano letivo, muitos permanecem afastados das famílias e das redes de suporte habituais, aumentando a sua vulnerabilidade. Por isso, a prevenção, a monitorização e a sensibilização são essenciais para reduzir riscos e proteger a comunidade”, refere a responsável, realçando que muitos jovens desconhecem que existem respostas de apoio disponíveis, pelo que “é importante promover conhecimento e facilitar o acesso a estas respostas, garantindo que todos saibam onde e como procurar ajuda”. O IPC pretende, assim, ser “uma rede de suporte ativa”, promovendo maior consciencialização sobre os riscos associados aos consumos, através de formação, ações de sensibilização e informação, e facilitando o acesso a apoio especializado sempre que necessário.

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O CRI de Coimbra, unidade local do ICAD, é a entidade responsável pela implementação das medidas preconizadas no protocolo agora celebrado. Trata-se de uma equipa técnica especializada que atua na área da toxicodependência e do consumo de substâncias e que oferece cuidados integrados com foco na abordagem psicoeducativa, consultas de acompanhamento psicoterapêutico, social, e tratamento por controlo terapêutico e prescrição de medicamentos. A equipa presta acompanhamento a utentes e às suas famílias, articulando-se com outras instituições da comunidade para referenciar para outras especialidades quando necessário.

Para além do já referido, a parceria firmada irá incidir, também, em ações nos domínios da investigação, formação e divulgação científica; participação e cooperação em candidaturas e projetos de investigação de âmbito nacional e internacional; coorganização de eventos de carácter científico, académico, técnico ou profissional; entre outros. Neste âmbito, o IPC disponibilizará os seus recursos humanos, logísticos e técnicos, e instalações necessárias. O CRI Coimbra, por sua vez, irá partilhar informações e boas práticas que contribuam para a melhoria da formação ministrada pelas suas Escolas e Institutos e apoiar a organização e realização de eventos de sensibilização e carácter científico, académico, profissional, e de formação contínua, de interesse para ambas as partes.