Saúde

Portugal entre os países com maior risco por causa deste mosquito

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 4 horas atrás em 19-02-2026

Portugal, embora ainda não tenha registado casos de infeção, encontra-se entre os países da Europa com maior risco de propagação do vírus Chikungunya, segundo um novo relatório publicado na revista científica The Royal Society.

O estudo alerta que a subida das temperaturas e as alterações climáticas estão a expandir a área geográfica onde a transmissão do vírus é possível.

Investigadores verificaram que, ao contrário de estudos anteriores que indicavam que o mínimo necessário para a transmissão era entre 16 e 18 °C, agora bastam temperaturas entre 13 e 14 °C. Este novo limiar amplia significativamente as regiões expostas, incluindo território português, lê-se no SOL.

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

publicidade

O Chikungunya é uma doença tropical transmitida por mosquitos, que provoca dores intensas nas articulações, febre, fadiga e erupções cutâneas. Embora raramente seja fatal, pode causar sintomas incapacitantes e prolongados, especialmente em idosos, crianças e pessoas com doenças crónicas.

Os especialistas criaram uma escala de risco — elevado, moderado e baixo — e colocaram Portugal no nível mais alto, juntamente com Espanha, Itália, Grécia e Malta. O estudo indica que, apesar de o risco ser menor nas regiões mais a norte e noroeste do continente, cerca de 50% da Europa é agora mais suscetível à transmissão do vírus durante os meses quentes, sobretudo em julho e agosto.

Em 2025, França e Itália registaram números recorde de surtos locais de Chikungunya. O relatório associa o aumento da propagação à presença do mosquito-tigre (Aedes albopictus), que também contribui para a expansão de casos de dengue, e alerta para a necessidade de reforço da vigilância e identificação de áreas de maior risco.

O vírus provoca sintomas poucos dias após a picada do mosquito, incluindo: febre súbita e elevada, dores intensas nas articulações, principalmente mãos, pés, joelhos e tornozelos, dores musculares e de cabeça, cansaço extremo e erupções cutâneas.

Sinais que exigem avaliação médica incluem dor articular persistente, dificuldade de movimentação, desidratação e agravamento do estado geral em pessoas vulneráveis.

A prevenção é essencial, principalmente nos países com maior risco. Entre as medidas individuais recomendadas estão: uso de repelentes de insetos, vestuário que cubra braços e pernas, redes mosquiteiras em janelas e camas e evitar zonas com água parada.

Medidas comunitárias incluem eliminar recipientes com água acumulada, reforçar a vigilância sanitária e promover campanhas de sensibilização pública. A identificação precoce de casos e a rápida implementação de medidas de controlo são cruciais para evitar surtos e limitar a propagação do vírus.