Saúde

Viagra e esta vacina podem travar Alzheimer

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 4 horas atrás em 19-02-2026

Imagem: depositphotos.com

Uma investigação internacional identificou três medicamentos já existentes — incluindo Viagra (sildenafil) e a vacina contra a zona (Zostavax) — com potencial para tratar ou prevenir a doença de Alzheimer, abrindo novos caminhos no combate a esta demência que afeta milhões de pessoas no mundo.

Numa análise detalhada de 80 medicamentos já comercializados, um grupo de especialistas em demência de universidades, hospitais e indústria farmacêutica selecionou três candidatos que se destacam por mecanismos biológicos relevantes para o Alzheimer e resultados promissores em estudos pré‑clínicos.

Os três fármacos com maior potencial são:

Vacina contra a zona (Zostavax) – o tratamento que demonstrou o sinal mais forte de benefício e é considerado seguro, com apenas duas doses necessárias.

Sildenafil (Viagra) – um vasodilatador que pode proteger neurónios e reduzir a acumulação de proteínas anormais associadas ao Alzheimer, melhorando fluxo sanguíneo no cérebro em modelos animais.

Riluzole – um medicamento usado na esclerose lateral amiotrófica que demonstrou melhorar funções cognitivas e reduzir níveis de proteínas tóxicas em estudos com animais.

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Repensar fármacos já aprovados — um processo chamado drug repurposing — oferece uma via mais rápida, segura e económica para encontrar novos tratamentos comparativamente ao desenvolvimento de medicamentos completamente novos, que pode levar mais de uma década e custar milhares de milhões de euros.

Especialistas destacam que a vacina contra a zona, em particular, mostrou evidências de que pessoas que a receberam têm cerca de 16 % menos probabilidade de desenvolver demência, reforçando o potencial da estratégia.

Apesar destes resultados promissores, os investigadores sublinham que é essencial realizar ensaios clínicos em humanos para confirmar se estes medicamentos realmente podem tratar ou prevenir a doença de Alzheimer de forma eficaz e segura.

A equipa responsável defende que aproveitar fármacos existentes pode acelerar a chegada de novas terapias e oferecer esperança a pessoas em risco ou já afetadas por esta condição neurodegenerativa tão debilitante.