Cientistas desenvolveram um teste sanguíneo ultrasensível capaz de identificar sinais moleculares de cancro muito antes de um tumor ser visível em exames de imagem, como uma TAC ou ressonância magnética.
Investigadores combinaram técnicas de nanotecnologia de ADN, CRISPR e pontos quânticos, criando um sensor óptico que deteta quantidades extremamente pequenas de biomarcadores de cancro numa simples gota de sangue.
O dispositivo funciona sem recorrer a amplificação química (o processo que normalmente é necessário para “aumentar” um sinal molecular), o que torna o teste mais rápido e potencialmente mais económico.
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O sensor usa estruturas de ADN em forma de pirâmide para posicionar pontos quânticos sobre superfícies semicondutoras muito finas. Quando há uma molécula específica associada ao cancro, o sistema com tecnologia CRISPR‑Cas12a altera a intensidade de sinal gerado pela luz, permitindo detetar a presença do marcador em concentrações incrivelmente baixas — até níveis que antes eram impossíveis de medir diretamente.
Num estudo de prova de conceito, o novo teste identificou biomarcadores associados ao cancro do pulmão em amostras de soro de pacientes reais — mesmo quando apenas algumas moléculas estavam presentes.
Os autores afirmam que, no futuro, este método poderá permitir rastreios de rotina para detecção precoce de vários tipos de cancro, bem como monitorização frequente de como um tratamento está a funcionar, através de análises sanguíneas simples.
O estudo foi publicado na revista científica Optica, editada pela Optica Publishing Group.