Coimbra

Mau Tempo: Oposição na Câmara diz que é urgente desassorear Mondego em Coimbra

Notícias de Coimbra | 18 minutos atrás em 18-02-2026

A vereadora da coligação Juntos Somos Coimbra Ana Bastos defendeu hoje que é urgente desassorear o rio Mondego entre a Portela e o açude-ponte, em Coimbra, alertando para situação preocupante na confluência com o rio Ceira.

“É urgente proteger as margens do rio Mondego entre a ponte da Portela e o Rebolim e desassorear o rio Mondego desde a Portela até ao açude-ponte”, afirmou a vereadora Ana Bastos, no período antes da ordem do dia da reunião de hoje do executivo, liderado pelo PS.

De acordo com a vereadora da coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/IL/CDS-PP/Nós, Cidadãos/PPM/Volt/MPT), a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) já reconheceu a urgência destas ações, nomeadamente na margem direita do Mondego, junto à confluência do rio Ceira, onde a “erosão evolui assustadoramente”.

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“Todos os dias perdemos território nesta zona, que desmorona com o escoamento violento das águas. Importa avaliar o agravamento dos danos provocados destas cheias e garantir a sua concretização urgente”, propôs.

A coligação, que tem cinco vereadores eleitos, defendeu também, na voz de Ana Bastos, a criação de “redundâncias mínimas” no que toca a energia elétrica e comunicações em situações de emergência.

“Por isso, propomos que a Câmara Municipal de Coimbra promova a aquisição de geradores e de equipamentos de comunicação via Starlink para equipar todas as juntas de freguesia do concelho, a própria Câmara e as forças de segurança (bombeiros e Proteção civil)”, defendeu.

Para Ana Bastos, esta medida “garantiria que, mesmo perante falhas na rede elétrica ou nas comunicações tradicionais, cada freguesia teria um ponto seguro onde qualquer cidadão pudesse carregar telemóveis, contactar familiares, serviços de emergência e receber informações atualizadas e fiáveis”.

“As juntas de freguesia são a estrutura pública mais próxima das populações. São, por natureza, o primeiro ponto de apoio em situações de crise. Dotá-las de meios de comunicação autónomos e de energia de emergência é um investimento na segurança, na resiliência e na tranquilidade dos nossos munícipes”, sublinhou.

A vereadora, que no anterior mandato assumiu a pasta do planeamento do município, chamou ainda a atenção para os problemas de ordenamento do território, referindo que há decisões humanas que aumentam os riscos de cheias no território, nomeadamente a impermeabilização excessiva de solos, ocupação de leitos de cheia ou ausência de manutenção das linhas de água.

Num período antes da ordem do dia marcado pelas cheias que afetaram o concelho, a presidente da Câmara (PS/Livre/PAN), Ana Abrunhosa, agradeceu a resiliência dos conimbricenses ao longo dos dias, assim como a presença do Estado.

“Não nos faltou Estado”, disse, notando também a forte presença do Governo em Coimbra, admitindo que chegou a dizer aos governantes para “irem a outros concelhos” que precisariam mais deles.

Ainda no período antes da ordem do dia, a vereadora com a pasta da cultura, Margarida Mendes da Silva, anunciou que o município irá realizar um concerto solidário a 04 de março, no Convento São Francisco, com cartaz a anunciar futuramente.