Vereadora da coligação Juntos Somos Coimbra recorda que estes fenómenos meteorológicos serão “cada vez mais frequentes”.
Na intervenção feita durante o período que antecede a Ordem de Trabalhos, a autarca lembra que, apesar de não se poder “controlar a meteorologia, podemos e devemos refletir sobre ações para controlar as práticas que agravam os seus impactos”.
Parte das cheias descontroladas, considerou Ana Bastos, “resulta de decisões humanas erradas: décadas de impermeabilização excessiva dos solos, ocupação de leitos de cheia, desflorestação excessiva, urbanização sem critérios de resiliência, destruição de zonas de infiltração natural e ausência de manutenção adequada das linhas de água”.
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A vereadora recorda que “não basta lamentar os danos; é preciso assumir que o ordenamento do território tem de mudar, com base num planeamento regional e urbano responsável”. “A ciência é clara: quanto mais impermeável é o território, maior é a velocidade e o volume de escoamento superficial, e maior é o risco de cheias súbitas”, frisou.
Daí que “continuar a construir em zonas de risco, ou a permitir que se construam infraestruturas críticas em áreas vulneráveis, é perpetuar um modelo que coloca vidas em perigo”.
Olhando para o concelho, e dada a orografia local, “esta reflexão afigura-se urgente” e, como tal, “importa que no âmbito da 2ª revisão do PDM em curso essas preocupações sejam transformadas em regras condicionantes e invioláveis”.