Vamos

Museu Nacional Machado de Castro em Coimbra encerrado a partir da próxima semana

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 horas atrás em 16-02-2026

O Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, vai encerrar ao público a partir da próxima semana, em decorrência das obras de requalificação que tiveram início em 2025, e deve reabrir em junho.

O encerramento do equipamento cultural deve-se às obras, financiadas em mais de dois milhões de euros pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que “estão já a desenvolver-se desde meados de 2025”, disse hoje à agência Lusa a diretora do museu, Sandra Saldanha.

“Temos mantido sempre o museu aberto”, encerrado apenas parcialmente, mas a partir da próxima semana, e até junho, “estará totalmente encerrado para a conclusão das obras nos espaços que estão abertos neste momento”.

PUBLICIDADE

Atualmente, o único espaço em funcionamento é o que acolhe uma exposição da Fundação Calouste Gulbenkian, que termina no domingo, “e, portanto, a partir do dia 23, também essa zona do museu vai estar encerrada”, acrescentou.

A estrutura cultural sofreu danos ocasionados pelo mau tempo dos últimos dias, que dizem respeito ao caimento (deslocação, deslizamento ou mesmo queda) de várias chapas e telhas, cuja recuperação está orçada em mais de 200 mil euros e deve ser realizada num período de cerca de quatro meses.

A obra “irá iniciar com a maior rapidez possível”, havendo por isso a perspetiva de que “aconteça simultaneamente ao desenvolvimento daquela [outra] que já está neste momento em curso”.

Os trabalhos, financiados pelo Governo, incidirão nas fachadas e, portanto, “não terão qualquer interferência naquilo que é a zona visitável do museu”.

Entretanto, à margem de uma visita da ministra da Cultura ao Museu Nacional Machado de Castro, na manhã de hoje, Sandra Saldanha foi questionada pelos jornalistas se o museu teria de estar encerrado para as obras, ao que admitiu que a situação ainda terá de ser analisada, devido a montagem de um andaime.

Relativamente ao encontro com a titular da pasta da Cultura, a diretora do museu afirmou que “aquilo que de mais importante resulta desta visita é a segurança de que não vamos fazer mais um trabalho de cosmética”, mas sim “um trabalho estruturante, que vai ficar para o futuro”.

“Não é uma reparação pontual de consolidação de duas ou três das chapas que caíram no contexto destas tempestades, mas é a consciência de que há aqui um trabalho estrutural que é preciso ser feito”, acrescentou.

Segundo informação disponibilizada na página da ‘internet’ da Câmara de Coimbra, a empreita de requalificação financiada pelo PRR foi consignada em julho de 2025, e recai na revisão e conservação dos espaços e instalações técnicas do edifício.

O projeto inclui a substituição de pavimentos, renovação de caixilharias e estores, instalação de linhas de vida e passadeiras em coberturas, limpeza e restauro de fachadas e coberturas em pedra, bem como pequenas alterações na cafetaria e nas áreas técnicas, entre outros.

“As chapas de revestimento do edifício não estavam contempladas nessas obras [do PRR] e o problema acelerou-se agora com estes fenómenos climatéricos”, disse Sandra Saldanha.

De acordo com a diretora, “são intervenções completamente distintas, em espaços completamente diferentes e com equipas também elas diferentes”.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.