Após as recentes tempestades que atingiram a região, a vida em Montemor-o-Velho transformou-se. Estradas inundadas e acessos bloqueados obrigam a soluções improváveis: os fuzileiros da Marinha têm feito o transporte de pessoas em botes e lanchas anfíbias, garantindo o apoio essencial à população.
O tenente responsável pela operação explicou ao Notícias de Coimbra que a equipa tem assegurado a deslocação de moradores até à Ereira e o transporte de trabalhadores da estação elevatória do Foja, cuja única forma de acesso é atualmente por via fluvial. “Fazemos três viagens diárias em botes: de manhã, à tarde e ao final da noite, garantindo a rendição dos trabalhadores. Quando possível, utilizamos as lanchas anfíbias, que oferecem mais conforto e proteção contra o frio e intempéries”, disse o tenente.
O oficial, que serve nos fuzileiros desde 2014, já participou em diversas operações de socorro, incluindo incêndios em Pedrógão Grande e Nisa. “Sempre que é necessário, colaboramos com a população e a sociedade civil. É gratificante ver o fruto imediato do nosso trabalho junto das pessoas”, afirmou.
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Para além do apoio humano, a equipa protagonizou também um resgate inesperado: uma raposa isolada numa rocha foi salva pelos fuzileiros. “Estávamos quatro pessoas em dois botes e encontramos a raposa sozinha. Conseguimos resgatá-la sem dificuldades; não era agressiva, apenas estava encolhida e isolada”, relatou o “salvador” do animal.
Foi a primeira vez que realizou um resgate deste tipo, mas a operação foi bem-sucedida, trazendo um pequeno sinal de esperança em meio à adversidade.