Coimbra

Câmara de Coimbra com expectativa de que o pior já tenha passado

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 13-02-2026

A presidente da Câmara de Coimbra afirmou hoje que o pior pode já ter passado na região, face ao risco de cheia, mas o resto da tarde vai continuar a ser de alerta e vigilância do caudal do Mondego.

“A prevenção levou, muitas das vezes, a causar transtornos na vida do dia-a-dia das pessoas. E, portanto, também aqui uma palavra de agradecimento à compreensão que tiveram connosco e que peço que continuem a ter, porque, por demasiadas vezes, já vos dissemos que o pior já passou. A nossa expectativa é mesmo de que o pior pode estar a passar”, disse Ana Abrunhosa, numa conferência de imprensa no Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra, com a presença do primeiro-ministro, da ministra do Ambiente e de autarcas da região.

Segundo Ana Abrunhosa, a noite “correu muito melhor do que o esperado”, mas o resto da tarde será de “alerta e de vigilância”, pedindo às pessoas e comerciantes das zonas em risco para se manterem preparados para uma eventual evacuação, que se espera “que não venha a ocorrer”.

PUBLICIDADE

A autarca referiu que se previa um pico de afluência na barragem da Aguieira por volta das 17:00, sendo realizado novo ponto de situação às 19:45.

“Se porventura as coisas correrem menos bem e tivermos que dar ordem de evacuação, nós teremos muito tempo para o fazer entre o pico de ocorrências na Agueira e a chegada da água a Coimbra e depois a Montemor e a Soure”, vincou.

Apesar de meios preparados, há uma “expectativa positiva que isso não venha a acontecer”.

“Mas não vamos baixar a guarda, vamos manter a vigilância e vamos manter a prudência”, disse.

Na noite de quinta-feira, Ana Abrunhosa tinha alertado para a possibilidade de uma cheia centenária em Coimbra, que poderia afetar zonas ribeirinhas da cidade.

Também Luís Montenegro, numa declaração sem direito a perguntas, mostrou-se confiante de que o pior já teria passado na zona do Baixo Mondego.

“A situação aponta para termos algum otimismo, que não deve significar relaxe nas próximas horas. Ainda estamos sob uma precipitação intensa e ainda teremos um pico na capacidade, nomeadamente, da barragem da Aguieira”, notou.

O primeiro-ministro também apontou para o final do dia como altura em que será possível ter-se “uma perspetiva mais clara” face ao risco de cheia na região.