Coimbra

206 estradas encerradas e Coimbra com maior número

Notícias de Coimbra com Lusa | 8 minutos atrás em 13-02-2026

Imagem: Miguel A. Lopes/ LUSA

Mais de 200 estradas estão hoje cortadas ao trânsito no país devido ao mau tempo, entre autoestradas, estradas nacionais, municipais e itinerários complementares, sendo Coimbra o distrito com mais vias interditas à circulação, segundo a GNR.

Informações enviadas à Lusa pela Guarda Nacional Republicana (GNR) indicam que estão encerradas ao trânsito 206 estradas, sete das quais autoestradas, 105 estradas nacionais (EN), 90 estradas municipais (EM), três itinerários complementares (IC) e um itinerário principal (IP).

As autoestradas cortadas são todas no distrito de Coimbra, designadamente a A14, que está interdita em cinco pontos junto às localidade de Maiorca e Feteira de Cima e no acesso à A1, a A17, ao quilómetro 54, e a A1, entre Coimbra Sul e Coimbra Norte.

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Segundo a GNR, o IC 3 está cortado ao trânsito ao Km 13, junto a Penela, no distrito de Coimbra, e o IC9 está interdito junto a Alcobaça e em Tomar, entre os quilómetros 55 e 60.

O IP4 está cortado ao quilómetro 92 no distrito de Vila Real.

Os dados da GNR mostram também que Coimbra é o distrito com mais vias cortadas, com 54, seguido de Lisboa (27), Santarém (25), Vila Real (14), Portalegre (14), Leiria (12), Setúbal (13), Viseu (11), Castelo Branco (8), Évora (5), Aveiro, Faro, Guarda e Viana do Castelo (quatro em cada), Beja e Braga (3) e Bragança (1).

A GNR indica que os motivos para os cortes são inundações, desmoronamentos, risco de abatimento e deslizamento de terras, não existindo previsão para reabertura das 206 estradas.

A Guarda dá ainda conta de que estão duas ferrovias encerradas, a linha do Oeste e a linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do tempo.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.