Coimbra
Diz que “gestão das barragens foi determinante” para evitar caos entre Coimbra e Figueira da Foz
O primeiro-ministro afirmou hoje que as ações de coordenação para assegurar capacidade de encaixe nas barragens foi determinante para diminuir os impactos do mau tempo e riscos de inundações.
A gestão que tem sido feita no rio Mondego, “como em todos os grandes cursos de água do país”, foi “determinante para diminuir os impactos que a adversidade meteorológica” trouxe, disse Luís Montenegro, numa declaração sem direito a perguntas no Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra, com a presença da ministra do Ambiente e de autarcas da região.
Segundo Luís Montenegro, tem havido uma gestão que provoca cheias controladas e com “ações de coordenação para poder ter capacidade de encaixe nas barragens com maior capacidade”.
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No caso do rio Mondego, o primeiro-ministro frisou que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) tem procedido “a uma gestão integrada, monitorizada, de descargas para poder libertar capacidade para os piores dias que viriam a seguir”.
“Foi isso que aconteceu no Rio Mondego e aconteceu também noutros rios. Naqueles cuja partilha junta Portugal e Espanha, essa gestão […] foi também muito intensa e eu quero nesta ocasião agradecer publicamente ao Governo espanhol, às autoridades regionais das comunidades autonómicas espanholas e, em particular, à senhora ministra do Ambiente e Energia, que tem coordenado com a APA esta interação”, salientou.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal continental na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.