A Proteção Civil Municipal de Pampilhosa da Serra, no interior do distrito de Coimbra, encerrou hoje a estrada do Pombal no interior daquela vila serrana, numa extensão de 200 metros.
“A decisão resulta do perigo iminente de derrocadas e deslizamentos de grande dimensão, que poderiam ter consequências graves para pessoas e bens”, alegou o município, em comunicado, salientando que o troço encerrado compreende uma distância que vai do cruzamento da antiga escola primária até à habitação mais próxima.
Numa comunicação à população, o presidente da Câmara de Pampilhosa da Serra disse que se trata de “uma situação há muito identificada pela autarquia, que ao longo dos anos solicitou diversos pareceres técnicos ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC)”.
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Segundo Jorge Custódio, a chuva intensa dos últimos dias e as recentes tempestades “agravaram significativamente o risco de desmoronamento naquela zona”.
A Câmara da Pampilhosa da Serra sustentou que a visita técnica realizada na quinta-feira por especialistas do LNEC, a pedido do município, com a intervenção do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, “confirmou a necessidade de encerramento imediato da via e de intervenção urgente na encosta”.
O autarca adiantou que o município tem trabalhado de forma persistente na concretização de uma alternativa estruturante de mobilidade, nomeadamente a construção da futura ponte sobre o rio Unhais, cujo projeto se encontra aprovado e com concurso lançado.
“A perspetiva é que se trata de um encerramento prolongado, uma vez que os trabalhos só poderão iniciar quando as condições climatéricas apresentarem níveis mínimos de risco, previsivelmente no início do verão, prolongando-se por seis meses, dependendo das condições de execução”, lê-se no comunicado.
Como medida preventiva de segurança, a Proteção Civil Municipal da Pampilhosa da Serra decidiu interditar o passadiço localizado junto à encosta da estrada do Pombal, perto da praia fluvial.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal continental na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.