Coimbra

“Menos gravosa”: Risco de evacuação em Coimbra mantém-se até ao final do dia

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 hora atrás em 13-02-2026

  A situação dos caudais do Mondego esteve mais estável hoje de manhã, mas o risco de evacuação da baixa de Coimbra mantém-se até ao final do dia, disse hoje a Proteção Civil.

Em Carnaxide, Oeiras, o comandante nacional de Proteção Civil, Mário Silvestre, destacou que a precipitação foi “um pouco menos intensa” do que o previsto, pelo que a situação no Rio Mondego está estável.

“Não estamos, de alguma forma, a dizer que não vamos ter problema. Estamos a dizer que, neste momento, e com base naquilo que aconteceu durante a noite, temos aqui uma situação um pouco mais estável, menos gravosa. Mas o risco de podermos ter de vir a evacuar a zona baixa de Coimbra mantém-se até ao final do dia de hoje”, disse.

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No caso do Rio Tejo, segundo Mário Silvestre, continuam a verificar-se afluências “também muito significativas”, embora haja um decréscimo das descargas das barragens espanholas.

“Os caudais vão manter-se elevados durante todo o dia e, portanto, será uma situação que continuaremos a avaliar em virtude da precipitação que tivemos e vamos continuar a ter”, afirmou, destacando que esta situação vai ter impacto no que vai acontecer no Rio Sorraia.

Também o Rio Sorraia e o Sado se mantêm ainda “com risco significativo de inundações”.

Em risco “não significativo” de inundação estão os rios Minho, Coura, Lima, Cavado, Ave, Douro, Tâmega, Sousa, Vouga, Águeda, Lis, Nabão e Guadiana.

Mário Silvestre destacou que, por isso, os cidadãos devem manter “comportamentos seguros”, para anteciparem estes problemas que possam surgir.

Para hoje, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), está prevista precipitação ainda significativa, embora as previsões apontem para uma diminuição gradual da frequência, com vento forte em algumas regiões, sobretudo nas terras altas, com rajadas entre os 80 e os 100 quilómetros, além de agitação marítima forte na costa ocidental e também com probabilidade de queda de neve nos pontos mais altos, nos 800 a 1000 metros.