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“Pessoas mantêm muita angústia” com situação em Montemor-o-Velho. Está calmo mas continua preocupante

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 13-02-2026

A situação no vale do Mondego no concelho de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, estava calma hoje de manhã, mas continua muito preocupante, segundo o presidente da Câmara, José Veríssimo.

O autarca disse à agência Lusa que, na localidade de Ereira, transformada numa ilha há vários dias, os níveis de água do Mondego continuam idênticos aos de quinta-feira.

O leito do rio mantém o nível entre o interior e o exterior, adiantou.

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“As pessoas mantêm muita angústia com esta situação”, frisou o presidente da autarquia.

José Veríssimo salientou que, relativamente às previsões de quinta-feira, a Barragem da Aguieira, que controla os caudais do Mondego, está com mais um metro de capacidade de armazenamento.

Na quinta-feira ao final do dia, na sequência da subida do nível das águas, verificou-se o acionamento do dique fusível do Periférico Direito, próximo do Casal Novo do Rio.

“Esta infraestrutura foi concebida precisamente para, em situação de cheia, ceder de forma controlada, aliviando a pressão das águas e encaminhando-as para o Periférico Direito”, informou a Câmara de Montemor-o-Velho.

A situação está a ser monitorizada em permanência.

Já hoje de manhã, o transporte entre Ereira, Ponte de Verride e Montemor-o-Velho, assegurado pelas lanchas anfíbias, foi temporariamente suspenso devido a avaria técnica, informou a autarquia, em comunicado.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.