Coimbra

Coimbra pode viver pesadelo de 1936. Zona da Baixa pode ser “engolida” por cheia centenária

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 hora atrás em 13-02-2026

Imagem: Imagem de arquivo

A cidade de Coimbra está em alerta devido à possibilidade de uma cheia centenária provocada pelo aumento do caudal do Rio Mondego.

As autoridades admitem cortar ao trânsito a Ponte de Santa Clara e também o tabuleiro superior da Ponte Açude, caso a situação se agrave nas próximas horas.

Muitos moradores das zonas mais vulneráveis começaram a retirar bens ainda ao início da noite, depois de terem sido alertados para o risco de inundação.

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A presidente da Câmara apelou à população para que cumpra as orientações das autoridades: sair de casa quando solicitado, preparar uma mala para três dias e não resistir às evacuações. Estima-se que até 9 mil pessoas possam ser retiradas em diferentes pontos da cidade.

As áreas que geram maior preocupação são a Casa do Sal, a estação ferroviária, a Baixa e Santa Clara. Patrulhas da polícia já percorrem estas zonas para avaliar o estado do terreno e reforçar a segurança.

O pico da cheia deverá ocorrer por volta das 15:00, embora entre as 8:00 e as 9:00 já seja possível perceber se a água começará a invadir a Baixa. A situação está diretamente ligada às descargas da barragem da Barragem da Aguieira, que atingiu a cota máxima e está a libertar grandes volumes de água.

Também foi possível observar carros retirados de parques de estacionamento mais baixos e colocados em zonas elevadas, numa tentativa de evitar danos. Hotéis e estabelecimentos comerciais reforçaram medidas de prevenção e alguns encerraram portas.

As atenções estão agora centradas na evolução do caudal ao longo do dia. Se os níveis previstos se confirmarem, a Baixa poderá ficar submersa — um cenário que a cidade não enfrenta há muitos anos.

Foi em 1936, que as águas invadiram a Baixa de Coimbra. A Rua Direita e o Terreiro da Erva ficaram cobertos de água. A chuva foi tanta que provocou uma rotura nos canos de esgoto que ladeiam a Praça 8 de Maio.

Recorde-se que, em dezembro de 2022, caiu chuva forte que causou inundações na Praça 8 de Maio. As fortes chuvadas levaram ao acumular das águas, e tornou impossível circular na zona em frente à Câmara Municipal, que se transformou numa espécie de rio, dado o caudal e força da água.

A água acumulou-se na Praça, em frente à Igreja de Santa Cruz, onde várias pessoas procederam à limpeza das sarjetas, procurando evitar assim dados maiores.