Universidade

Casca de cebola dá origem a bioplásticos mais resistentes e sustentáveis

Notícias de Coimbra | 34 minutos atrás em 12-02-2026

Um resíduo agroalimentar abundante e pouco valorizado, a casca de cebola, pode, afinal, desempenhar um papel relevante na transição para embalagens mais sustentáveis.

Uma investigação da Universidade de Aveiro (UA) demonstra que é possível integrar diretamente casca de cebola moída em bioplásticos, obtendo materiais com melhor desempenho funcional e menor impacte ambiental, sem necessidade de processos complexos de extração ou purificação.

A investigação do CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro, uma das unidades de investigação da UA, baseia-se na incorporação de casca de cebola moída em matrizes à base de amido recuperado de resíduos industriais, nomeadamente das lamas derivadas do processamento de batata. Esta abordagem permitiu desenvolver bioplásticos com propriedades mecânicas melhoradas, maior resistência à água, barreira a gases e atividade antioxidante, requisitos fundamentais para aplicações no setor das embalagens funcionais.

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Para além do desempenho técnico, o conceito destaca-se por alinhar dois princípios centrais da economia circular: a valorização integral de resíduos e a substituição de matérias-primas fósseis ou alimentares por subprodutos não comestíveis. Desta forma, contribui simultaneamente para a redução do impacte ambiental e para a diminuição da pressão sobre recursos primários.

O trabalho foi desenvolvido pelos investigadores Mariana Vallejo, Beatriz Esteves, Pedro Carvalho, Manuel Coimbra, Martinho Oliveira, Paula Ferreira e Idalina Gonçalves. Para além do CICECO, o trabalho contou com a colaboração do Laboratório Associado para a Química Verde (LAQV) da Rede