Portugal

Forças Armadas em ações para conter caudais e remover escombros

Notícias de Coimbra | 44 minutos atrás em 12-02-2026

As Forças Armadas adiantaram hoje que realizaram ações para reforçar a capacidade de contenção de caudais, relocalizar pessoas e bens ou remover escombros e desobstruir vias, empenhando quase 3.200 militares em zonas afetadas pelo mau tempo.

Em comunicado, o gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) indicou que estiveram hoje empenhados 3.198 militares, apoiados por 382 viaturas, 22 máquinas de engenharia, 67 embarcações e duas lanchas anfíbias de reabastecimento.

Nas ações de apoio às populações afetadas, os militares reforçaram a capacidade de contenção de caudais; relocalizaram pessoas e bens através de meios anfíbios; reforçaram a capacidade de fornecimento de energia elétrica com recurso a geradores e reforçaram a capacidade de remoção de escombros e desobstrução de vias.

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Desde 28 de janeiro, as Forças Armadas empenharam 28.901 militares, com 3.622 viaturas e 264 máquinas de engenharia.

Entre as diferentes ações de apoio realizadas estão 277 resgates, a instalação ou cedência de 415 coberturas de casa, distribuição de 1492 refeições e disponibilização de 561 instalações para banhos ou a disponibilização de 1.860 camas, em 15 unidades militares, e capacidade para fornecimento de alimentação em diferentes unidades das Forças Armadas.

Os militares efetuaram ainda reparos em 167 habitações e edifícios públicos, apoiaram 4.666 pessoas em alojamento e alimentação e disponibilizaram 78 equipamentos Starlink para fornecer comunicações de emergência.

Ainda segundo o comunicado, os militares executaram 183 empenhamentos no total de desobstrução e limpeza de vias rodoviárias, estando ainda 58 em curso, desobstruíram aproximadamente 464 quilómetros de itinerários, recolheram 788 toneladas de detritos, construíram 220 metros de barreiras de contenção ou utilizaram 13.600 sacos de areia nas barreiras de contenção.

Para o apoio específico às zonas afetadas pelo mau tempo já foram realizadas 53 horas de voo e mantêm-se disponíveis seus helicópteros, uma aeronave de transporte C-130 e uma aeronave KC-390, indicou ainda o CEMGFA.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.