Portugal

Marinha em prontidão para apoiar população em zonas com risco de cheias

Notícias de Coimbra com Lusa | 49 minutos atrás em 12-02-2026

A Marinha tem 47 botes “prontos e posicionados” para prestar apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas com risco de cheias, divulgou hoje este ramo das Forças Armadas.

“O dispositivo da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional (AMN) continua empenhado em prestar apoio à população afetada pelo agravamento das condições meteorológicas e pelas cheias que atingiram diversas regiões do território nacional, devido à passagem das depressões em Portugal Continental”, sublinharam, em comunicado.

Estas forças destacaram que têm neste momento empenhados cerca de 549 militares, militarizados e elementos da Polícia Marítima, 69 viaturas, 56 embarcações, cinco geradores e 17 drones, a que acresce um helicóptero em prontidão.

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Marinha e AMN referiram que o dispositivo foi reforçado na quarta-feira em Montemor-o-Velho, com duas Lanchas Anfíbias de Reabastecimento e Carga (LARC).

Segundo a mesma nota, 16 botes estão prontos para atuar no rio Mondego, posicionados em Montemor-o-Velho, Coimbra e Soure.

Além destes meios, quatro botes estão posicionados para atuar no rio Lis, em Leiria, oito botes no rio Tejo, posicionados em Tancos, dez botes para o rio Sorraia, posicionados em Coruche e em Benavente, oito botes para atuar no rio Sado, em Alcácer do Sal e um bote para atuar no rio Arade, em Portimão.

“Até ao momento, os elementos pertencentes à Marinha e à AMN, em coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), percorreram mais de 7000 quilómetros em ações de reconhecimento”, pode ler-se na nota de imprensa.

Entre as ações realizadas está o resgate de 273 pessoas através de embarcações, a remoção de 400 toneladas de detritos fluviais, o reconhecimento de mais de 210 quilómetros de infraestruturas elétricas através de sistemas aéreos não tripulados, a reparação e apoio a mais de 240 infraestruturas habitacionais e de serviços públicos, 170 ações de apoio a equipamentos de produção de energia ou o auxílio a 105 animais.

“De destacar o grande impacto na população de diversas ações executadas pelas equipas da Marinha que contribuíram para a recuperação de infraestruturas e sistemas que apoiam milhares de habitantes, bem como o transporte diário de pessoas que não têm como se deslocar”, frisaram ainda Marinha e AMN.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.