Depois do rebentamento do dique no rio Mondego, nos Casais do Campo, Coimbra, na quarta-feira, 11 de fevereiro, as águas invadiram rapidamente a margem direita do rio, deixando campos agrícolas submersos.
PUBLICIDADE
Em São Martinho de Árvore, o cenário é de preocupação e risco. Estradas cortadas, terrenos agrícolas inundados e populações obrigadas a improvisar formas de atravessar zonas alagadas. Em alguns pontos, a passagem só é possível com recurso a tratores.
PUBLICIDADE
Foi o caso do morador Carlos Negrão, que tentou atravessar uma zona com forte corrente para chegar aos seus terrenos e animais.
“Tenho terrenos daquele lado, no Baixo Mondego”, explicou, acrescentando que cultiva milho. “Agora é tudo cheio de água.”
O agricultor relatou ainda a aflição de não conseguir chegar às suas propriedades desde o rebentamento do dique.
“Tenho lá galinhas, tenho lá uns cães (…) tenho que ir dar de comer aos animais. Tenho que ir ver o que é que está lá.”
Apesar do perigo evidente, Carlos decidiu avançar com o trator, confiante na máquina e na experiência.
O morador admitiu que o maior receio é a entrada de água nos componentes do veículo.
“Desde que a água não me chegue aqui (…) que entre água para dentro… ainda passa.”
PUBLICIDADE
data-ad-client="ca-pub-5786926982470587" data-ad-slot="4788055415" data-ad-format="auto" data-full-width-responsive="true">PUBLICIDADE