Coimbra

“Esperamos que o dia de hoje ajude”: 3 freguesias de Coimbra em alerta em caso de evacuação

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 horas atrás em 12-02-2026

Imagem: Miguel A. Lopes/ LUSA

As freguesias de São Silvestre, São Martinho de Árvore e São João do Campo, em Coimbra, passaram a estar em alerta face ao risco de cheia, mas a noite foi tranquila e a situação é, por agora, calma.

Na noite de quarta-feira, a Câmara de Coimbra decidiu avançar com uma nova zona de evacuação, que abrange as freguesias de São Silvestre, São João do Campo e São Martinho de Árvore e Lamarosa, na zona noroeste do concelho, numa decisão que não resultou do rebentamento do dique da margem direita do Mondego, mas sobretudo do aumento do caudal do chamado rio velho, que passa junto àquelas localidades, explicou a presidente do município.

Dos contactos feitos junto dos três presidentes de Junta pela agência Lusa, até ao momento, percebeu-se que foi apenas necessário retirar duas pessoas desta zona – uma mulher com mais de 90 anos e o filho, que moram na freguesia de São João do Campo.

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“Os níveis da água têm subido gradualmente, mas ainda não estão a colocar em causa as casas”, disse à Lusa o presidente da Junta de São João do Campo, Valter Santos.

Segundo o autarca, foi realizado um contacto porta-a-porta junto da população que estará mais em risco, mas “90% das pessoas quiseram ficar em casa, já que têm habitações com primeiro andar, o que lhes dá alguma estabilidade”.

“Outras pessoas, por iniciativa própria, saíram para casas de familiares”, contou, dando apenas nota do caso da mulher e filho que foram retirados para a Escola de São Silvestre, ponto de concentração e apoio definido para toda aquela zona.

O presidente da Junta de São João do Campo afirmou que o único ponto crítico na sua freguesia é uma série de casas “encostadas a 70 metros da vala de Ançã, com uma linha de água que vem de Portunhos [concelho de Cantanhede] e que é zona de leito de cheia”.

Mesmo assim, as habitações estão a uma “distância relativa” da água, que tem subido “ligeiramente”, notou, referindo que a situação, em São João do Campo, é “relativamente calma”, mas com meios posicionados no local de prevenção.

Também em São Silvestre, a noite “foi tranquila”, mantendo-se o trabalho de prevenção e de monitorização do caudal do rio, afirmou a presidente da junta, Fernanda Antunes.

Na margem direita, havendo mais área (povoada, sobretudo, por terrenos agrícolas) para a água do Mondego espraiar, o risco é, por agora, “bastante reduzido”, explicou.

A situação está “calma e controlada”, acrescentou.

Também na União de Freguesias de São Martinho de Árvore e Lamarosa não há motivos para sobressaltos, com o presidente da Junta, João Pimenta, a constatar que o nível da água voltou a subir, “mas nada de muito alarmante”.

“Esperamos que o dia de hoje ajude. Por agora, a situação está controlada, com uma subida de água muito lenta”, afirmou.

De acordo com o autarca, na sua freguesia, apenas uma família saiu de casa de forma preventiva para “uma casa de amigos”.

“Há duas ou três famílias que podem ser retiradas, mas a água, até subir à casa dessas pessoas, dá-nos muito tempo para a evacuação”, disse à Lusa João Pimenta, salientando que há uma grande distância entre a margem do rio e as habitações.

A nova zona de evacuação definida na quarta-feira surge após ter rebentado um dique naquele dia na margem direita do Mondego.

Na terça-feira, o município de Coimbra já tinha avançado com a retirada preventiva de pessoas de Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal, Arzila e São Martinho do Bispo, zonas mais densamente povoadas, de cota baixa e situadas na margem esquerda do rio (além de Conraria e Cabouco, a montante da ponte-açude).