Coimbra

“Foi uma noite calma. A situação está estável” em Coimbra

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 horas atrás em 12-02-2026

A situação em Coimbra mantinha-se às 07:00 de hoje estável, sem registo de ocorrências significativas, após o rompimento na quarta-feira do dique para a margem direita do rio Mondego e ao colapso de um troço da autoestrada do norte.

“Foi uma noite calma. A situação está estável e não houve necessidade de deslocar mais pessoas durante a noite”, adiantou à Lusa fonte do Comando Sub-Regional da Região de Coimbra.

A Autoestrada 1 (A1) foi cortada ao final da tarde de quarta-feira entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos, devido ao rebentamento do dique nos Casais, que terá contribuído ao desabamento de um troço da via.

PUBLICIDADE

O rompimento do dique agravou o risco de cheias naquela região.

Fonte da concessionária Brisa indicou que o abatimento ocorreu na placa sobre o aterro que dá acesso ao viaduto naquela zona.

As bacias hidrográficas estão sob elevada pressão devido às consecutivas tempestades que afetaram Portugal, destacando-se o Vouga, Mondego, Tejo e Sado.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.