A cidade de Coimbra vive momentos de grande apreensão após o rebentamento do dique situado debaixo da ponte da A1, na margem norte do Rio Mondego.
A situação, temida pelas autoridades, concretizou-se e agora as equipes de resgaste, incluindo fuzileiros e bombeiros, estão no terreno a monitorizar os danos e a prestar apoio à população.
Em entrevista ao Notícias de Coimbra, o Tenente dos Fuzileiros Santos Neves confirmou o rebentamento e explicou que a rotura do dique ocorreu na margem norte do rio e que a área afetada apresenta uma largura de cerca de 10 metros.
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“O arrebentamento foi superficial, mas a avaliação dos riscos para a população e os danos potenciais terão de ser feitos pela Proteção Civil e pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA)”, afirmou Santos Neves.
Ele também alertou que, neste momento, a maior preocupação das autoridades é o impacto na margem direita do Rio Mondego, onde a água está a ser depositada e as inundações estão a alastrar, afetando principalmente a Estrada 111, que liga Coimbra a outros pontos críticos da região.
“A água vai fluindo em direção a Montemor-o-Velho, que já está a ser bastante fustigada”, sublinhou o Tenente, referindo-se à aldeia que se encontra isolada devido à subida do nível da água.
Sobre as medidas de segurança, Santos Neves reforçou a importância de seguir as orientações da Proteção Civil: “As populações devem continuar a cumprir as recomendações da Proteção Civil, pois são as autoridades mais qualificadas para garantir a segurança”, afirmou.
A situação de isolamento de algumas aldeias, incluindo a já mencionada Montemor-o-Velho, tem sido uma das prioridades nas operações de resgate. Dois botes foram mobilizados para retirar pessoas das áreas mais afetadas, mas as informações sobre o estado atual das estradas e acessos ainda estão a ser avaliadas.
“Neste momento, a freguesia de São Martinho, na margem esquerda, está com os acessos principais cortados, e as patrulhas continuam a ser executadas pelos bombeiros e fuzileiros para monitorizar a situação”, explicou Santos Neves.
Embora ainda não se saibam todas as dimensões do desastre, as autoridades locais e a população estão a fazer o máximo para minimizar os danos.
O Tenente fez ainda um apelo à calma e à cooperação de todos. “A nossa prioridade é garantir a segurança de todos. Estamos a trabalhar incessantemente para acompanhar a evolução da situação”, concluiu.
Com a previsão de mais intempéries para a noite, espera-se que a cidade de Coimbra enfrente uma noite difícil, enquanto as autoridades continuam a avaliar e a reagir aos impactos da cheia.