Coimbra

Taveiro e Arzila preparam-se para cheias: “Para já, as coisas estão serenas” e é “esperar que São Pedro seja amigo”

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 3 horas atrás em 11-02-2026

A União das Freguesias de Taveiro e Arzila prepara-se para a possível entrada de água nas zonas habitacionais esta tarde, 11 de fevereiro, devido à subida do rio Mondego.

No terreno, o presidente da União das Freguesias, Cândido Malva, afirma que, para já, a situação se mantém serena. “Dá-nos para respirar um pouco. Mas o cenário não é o mais apropriado, ou pelo menos não é o melhor esperado”, explicou o autarca, destacando que a preocupação aumenta com as previsões para a parte da tarde.

Quanto à evacuação das populações, Cândido Malva garantiu que foi feita de forma tranquila: “Nós começámos à meia-noite a bater porta a porta, a explicar a situação. Houve quem acedesse e estão cerca de 20 pessoas na ZCAP, na EB23. Houve outras que não, algumas pelo fruto da experiência já de anos passados… Mas isso é por conta e risco delas. Foi tudo explicado, quer por nós, quer pela GNR”.

PUBLICIDADE

Quanto a estragos, o autarca relatou: “Havia uma casa com algumas infiltrações que já vinha desde o tempo do estado da Kristin. Estamos a aguardar a decisão da família sobre o que fazer. Qualquer pessoa, qualquer família que esteja com problemas nas suas casas, temos neste momento a EB23 preparada para os receber. A Junta também está a tentar os meios para resolver alguns destes problemas”.

No que diz respeito às estradas, Cândido Malva explicou que “todas estão desimpedidas neste momento, tirando a de Arzila para Pereira e a estrada do campo, que estão interditas. Todas as outras vias principais, uma ou outra secundária, estão transitáveis”.

O autarca admitiu que a água já alagou muitos terrenos agrícolas: “Confesso que nunca vi tanta água, nem mesmo quando cultivavam arroz, porque agora é mais milho do que arroz. Nem nessa altura eu via tanta água. Há zonas em que a água já está mesmo ao nível da estrada, como o acesso ao Parque de Merendas, que está cortado”.

Cândido Malva terminou com um apelo à calma e esperança: “Para já, as coisas estão serenas, tranquilas. Esperar que o São Pedro seja amigo e que, durante a tarde, a chuva não faça com que a água saia das margens e chegue às habitações, onde, neste momento, já não há moradores. Os que ficaram são apenas aqueles que têm primeiro andar e ficam por sua conta em risco”.